☆ ო No dia seguinte ☆ ო
Acordei às 10H15 abraçada ao Bill. Sem me mexer muito pois não queria acordá-lo levantei-me da cama, vesti o meu robe de cetim violeta e desci lá para baixo. Passei pela sala e reparei que os rapazes tinham ficado ali a dormir durante a noite. Peguei nas latas de Redbull e Coca-Cola e levei-as para a cozinha.
Fui buscar cobertores e tapei-os para não apanharem frio. Comecei a arrumar a bagunça toda e depois dei comida ao Scotty e levei-o ao jardim. Depois de tudo em ordem subi para o quarto. Bill continuava a dormir. Podia ficar horas a observá-lo que nunca me iria cansar. Fui tomar um duche e depois fui-me vestir. Passei pela cama e olhei-o enquanto dormia. Dei-lhe um beijo na cara de maneira a que ele não despertasse e cobri-o pois já estava todo descoberto.
Peguei nas roupas que andavam pelo chão do nosso quarto e fui ao quarto do Tom buscar a roupa dele também para pôr tudo a lavar. Desci com a roupa toda e o Scotty estava ao fundo das escadas com a bola na boca porque queria brincar. Acabei de descer as escadas e fui até a lavandaria pôr a roupa na máquina. Chamei o Scotty e mandei-lhe a bola para o jardim para ele poder brincar à vontade.
Com isto tudo já eram 13H00 mas eles continuavam a dormir. Já estava habituada! Foi então que comecei a preparar algo para eles comerem pois iam acordar cheios de fome.
Sophie: O que é que eu vou fazer para esta gente?!
Fui à porta buscar o pão que os seguranças trazem fresco todas as manhãs e comecei a fazer umas sandes que é o que eles gostavam sempre de comer mal acordam e fiz também os famosos waffles que todos adoramos. Fiz sumo de laranja, peguei no sumo de manga do frigorífico e comecei a pôr tudo na mesa.
Eram 13H15 e ninguém acordava. Deixei-os estar a dormir pois devem-se ter deitado tardíssimo. Quer dizer, eles nem se deitaram, deixaram-se estar na sala e adormeceram.
Fui ao quarto buscar o laptop para ir ver o meu e-mail e o Bill dormia que nem um anjo ainda. Peguei no laptop e desci.
Sentei-me na sala ao lado da dos rapazes no meu sofá preferido onde tem uma manta cheia de pelinhos. Recebi 7 emails em dois dias. Comecei a lê-los. Todos os emails eram de amigos meus excepto um. Era anónimo. Abri e foi então que vi a seguinte mensagem…
“Pensas que vai ficar tudo por aqui estás muito enganada queridinha.
Isto é só o começo.”
Fiquei estupefacta a olhar para o e-mail e estremeci. Só poderia ter sido uma pessoa a mandá-lo, … A Natalie.
Sem eu estar à espera Bill apareceu à porta da sala e assustei-me. Fechei logo a tampa do laptop pois não queria que ele soubesse disto. Pensava que se ignorasse ela iria parar. Bill perguntou-me se estava tudo bem pois estranhou a minha reacção então eu mudei de expressão na cara e ….
Sophie: Está tudo bem liebe só não contava contigo assim de repente.
Bill sentou-se ao meu lado no sofá.
Bill: Os rapazes adormeceram todos na sala.
Sophie: Eu sei, andei a cobri-los para não apanharem frio quando desci.
E tu também estavas todo descoberto quando fui ao quarto.
Bill deu-me um beijo e observou a ferida a ver como estava.
Bill: Vou lá em cima buscar o líquido para te tratar disso
Sophie: Não é preciso eu depois faço isso.
Bill: Eu disse-te que ia tratar de ti e vou faze-lo.
Olhei-o e isso bastou. Ele foi então lá em cima e eu fui à lavandaria ver se a máquina tinha acabado de lavar. A máquina estava a acabar, ainda faltavam 10 minutos.
Dirigi-me outra vez para a sala.
Fiquei à porta parada sem reacção. Não queria acreditar que tinha deixado o laptop na sala. Como é que me fui esquecer. Deparei-me com o Bill sentado no sofá com o laptop na mão. Tinha a certeza que ele vira o email. Ele olhou para a porta e viu-me sem uma palavra. Sabia que ele estaria chateado por eu não lhe contar e ainda por cima por lhe tentar esconder. Sabia que iríamos discutir e que a culpa era minha por lhe tentar esconder a verdade.
Subi a correr para o quarto e tranquei-me no quarto de banho.
Sophie: (a chorar) Como é que eu fui tão estúpida como?!!!
Bill subiu logo atrás de mim mas não teve tempo de impedir que eu trancasse a porta.
Bill: Abre a porta Sophie. Quê que estás a fazer?
Sophie: Deixa-me sozinha.
Bill: Porquê não me contaste do email? Porquê? Abre a porta
Sophie: Sai daqui. Deixa-me.
Bill não parava de bater na porta e tentar abri-la.
Eu não aguentava mais. O mundo sufocava-me desde ontem. Não sabia o que fazer. Estava completamente descontrolada.
Bill: Abre a porta… vamos falar.
Bill ouvia o meu choro e o meu desespero. Ficou com medo que eu fizesse alguma coisa que me magoasse.
Os rapazes com o barulho todo acordaram e subiram a correr. Bill pediu-lhes que fossem procurar as chaves suplentes e o Tom foi a correr. Por mais que procurasse, Tom não as encontrava. Bill continuava desesperadamente a tentar com que eu abrisse a porta. O Georg, o Gustav e o Andreas foram ajudar o Tom a procurar as chaves.
Bill: Sophie abre a porta! Não me faças isto. Se tu fases alguma coisa eu não sei o que faço.
Antes de ele proferir estas palavras eu já me encontrava com uma caixa de comprimidos na mão aberta. Bati com tal força com a cabeça na beira de um armário e levando à minha mão à cabeça vi sangue.
Gemi com a dor na cabeça e o Bill ouviu. Ficou mais desesperado ainda.
Eu não lhe dizia uma palavra por mais que ele falasse. Parecia que estava a deixar o meu corpo e cai no chão. Bill ouviu um estrondo como se soubesse que eu tinha caído e deu um berro ao Tom.
Tom apareceu de imediato com as chaves e Bill abriu a porta tão rápido que partiu a chaves.
Bill olhou para mim estendida no chão e ajoelhou-se arrastando-me para o seu colo vendo que eu tinha sangue na cabeça e a caixa dos comprimidos ao lado no chão.
Tom apercebeu-se do que eu tinha feito e ligou logo para as urgências pois não sabia quantos comprimidos eu tinha tomado e por causa da minha cabeça.
Bill estava em lágrimas debruçado sobre mim.
Bill: O que é que tu foste fazer?!! Porquê?!!!
Olha para mim, acorda. Reage por favor.
Tom verificou a minha pulsação.
Tom: Está só desmaiada.
A ambulância chegou em 2 minutos. Pegaram em mim e colocaram-me numa maca. Levaram-me para o hospital. Tom e os rapazes foram directos para o hospital também.
Bill seguiu comigo na ambulância e assistiu às tentativas de reanimação.
Bill: O que é que ela tem?? Porquê que ela não reage? Digam-me.
Bill estava desaustinado
Enfermeiro: Ela perdeu muito sangue e precisa de levar pontos. Provavelmente iremos ter que lhe fazer uma lavagem ao estômago por causa dos comprimidos que ela tomou. Neste momento ela está desmaiada por causa do choque da batida na cabeça mas nós iremos tratar dela, tenha calma.
Chegamos ao Hospital e levaram-me rapidamente para uma salinha. Bill teve que esperar numa sala e os rapazes chegaram entretanto. Bill não se conseguia controlar. Nunca ninguém o vira assim.
Lembro-me de abrir os olhos e ver médicos à minha volta mas depois desmaiei novamente. Deram-me injecções para me poderem dar os pontos e como não sabiam a quantidade de comprimidos que eu tomei fizeram-me uma lavagem ao estômago. Tinha tomado apenas três comprimidos.
Três comprimidos que me iriam acalmar e fazer dormir.
Depois de tratarem de mim levaram-me para outra sala e ligaram-me a soro.
O médico foi ter com o Bill…
Bill: Como é que ela está?
Médico: Está bem. Tivemos de lhe dar sete pontos na cabeça e de lhe fazer uma lavagem ao estômago. Ainda assim o pior foi a batida na cabeça porque quanto aos comprimidos ela apenas tomou três. Teve muita sorte pois podia ter sido muito pior. O que vale é que é uma menina nova e parece ser forte.
Bill: Posso vê-la por favor. Deixe-me vê-la
Médico: Sim ma só você. Ela precisa de repouso.
Os rapazes olharam para o Bill para lhe dar coragem.
Bill seguiu o médico até chegarem a porta da sala onde eu estava.
O médico entrou e o Bill entrou a seguir apressadamente chegando-se a mim e pegando na minha mão.
Bill olhava-me preocupado como nunca. Olhou para o médico e…
Bill: Porquê que ela ainda não reage?
Médico: Ela está sobre sedativos para não sentir dores e poder descansar, por isso é que não reage rapaz. Só há noite ou quem sabe só pela manhã é que acordará.
Bill: Mas ela vai ficar boa não vai?
Médico: Ela é nova e é forte. De certeza que irá ficar como nova.
Bill: Eu quero ficar aqui com ela.
Médico: Como te disse ela vai demorar para despertar. Devias também ir descansar um bocado meu rapaz.
Bill: Eu não quero sair de ao pé dela. Quero estar ao lado dela assim que ela acordar.
Médico: Eu percebo-te. Podes ficar aqui que eu vou avisar as enfermeiras que tens a minha autorização. E se precisares de alguma coisa é só pedires-lhes.
Bill: Nunca lhe poderei agradecer por a ter salvo!
Médico: É o meu dever. Agora quero é que trate bem dela para isto nunca mais voltar a acontecer
Bill: Obrigada, e eu não vou permitir que ela faça isto de novo.
O médico deixou o Bill a sós comigo no quarto.
Bill ligou para o Tom que estava com os rapazes à espera dele ainda e avisou-o que iria ficar comigo no hospital esta noite.
Tom perguntou-lhe se ele precisava de alguma coisa e se queria que mandasse algum segurança para o hospital e ele disse que não. Pediu-lhe apenas para trazer alguma roupa para quando eu acordasse.
Tom deu força ao irmão e dizia-lhe que iria ficar tudo bem que de manhã passaria para os ver.
Bill agradeceu e desligou.
Os rapazes foram todos embora do hospital e foram para nossa casa para o Tom não ficar sozinho.
Tom estava preocupado e pensativo a pensar porquê que eu teria feito aquilo.
Bill sentou-se ao lado da cama onde eu estava inanimada. Ficou a tarde toda observando-me enquanto segurava na minha mão e falava para mim na esperança que eu o estivesse a ouvir.
Bill: O que é que tu foste fazer princesa?.
Porquê?.
Porquê que me ias esconder a verdade?.
Bill suspirava
Bill: Como é que eu deixei que isto tudo te acontecesse.
Já eram 8H00 e ele continuava lá incansável.
Comecei a despertar pois senti a mão dele segurando a minha mas não conseguia reagir. Como se o meu corpo não me obedece-se ainda. Conseguia ouvi-lo sussurrar…
Bill: Preciso tanto de ti na minha vida.
Não me podes abandonar assim.
És a única que me pode fazer feliz.
És a minha princesa lembraste?
Lembraste que planeávamos casar e ter filhos?
Eu continuo a querer fazer isso tudo contigo princesa, … mas preciso que acordes e fiques boa.
Consegui fazer um pouco de força na mão dele com esperança que ele percebe-se que eu estava a ouvi-lo. Bill olhou para mim com atenção pois pensou que podia ser só impressão dele até que me viu a abrir os olhos. Finalmente consegui comandar o meu corpo.
Bill: Ohh meu deus. Acordaste princesa. Acordaste.
Bill chamou as enfermeiras euforicamente e elas vieram a correr.
Eu sentia-me fraca mas lutava para permanecer acordada. As enfermeiras examinaram-me e chamaram o médico de imediato.
O Médico chegou ao quarto observou novamente o meu estado olhando para uma máquina que estava ligada a mim com o soro.
Deu-me um pequeno sorriso que eu reparei mas era como se estivesse drogada ainda com os sedativos
Médico: Acordou cedo a nossa menina. Pensei que só acordarias de manhã. És mais forte do que eu pensava ainda.
Não pude de deixar de tentar fazer um sorrido ao médico.
Médico: Pregaste-nos cá um susto rapariga. Então ao teu namorado nem se fala.
Ele foi incansável contigo. Não arredou pé nem mesmo sabendo que provavelmente só acordarias pela manhã.
Estou a ver que estás melhor já.
Deves ter algumas dores de cabeça e te sentires um pouco zonza e cansada mas isso é por causa dos sedativos ainda.
Se não fosse isso deixava-vos ir já para casa porque ainda é cedo.
Olhei para o médico.
Sophie: O senhor quer é que eu passe cá a noite. (disse conseguindo fazer um sorriso desta vez)
Olhei para o Bill com arrependimento de tudo o que fiz. Ele continuava a segurar a minha mão e apertou-ma para eu saber que estava tudo bem e que ele percebia o que eu queria dizer.
Bill: Doutor se eu me comprometer a cuidar dela deixa-nos ir para casa agora?
Médico: Eu deixava-vos ir, mas ela precisa de tomar alguns medicamentos ainda e
precisa de estar com a agulha do soro. Mas… Se me prometeres que vais fazer o que eu dizer eu dou-lhe alta e dou-te tudo o que ela precisa de tomar.
Bill: Está mais que prometido doutor.
Médico: Acompanha-me ao meu consultório então que as enfermeiras vão tratar dela para irem para casa então.
Bill beijou-me a testa… e sussurrou ao meu ouvido
Bill: Volto já meu amor.
Foi então com o médico ao seu consultório.
Enquanto isso duas enfermeiras simpáticas tratavam de mim. Uma desligava-me da máquina do soro e a outra colocava-me com cuidado uma agulha com um tubo na mão direita que continha o soro que eu ia precisar de levar comigo e não poderia tirar.
Arranjaram-me o cabelo que estava despenteado e tudo. Eram muito atenciosas.
No consultório….
Médico: Bem, vou deixar-te levá-la para casa mas só porque sei que vais tratar dela. Tens de a fazer tomar estes comprimidos à hora do almoço amanha ok.
Não podes deixar que ela se esforce pois ela está muito fraca ainda e pode cair ao chão.
Se ela se alimentar bem recuperará depressa e suponho que daqui a dois dias estará muito melhor.
Bill ouvia com atenção cada palavra que o doutor dizia.
Médico: E pronto meu rapaz.
Leva-a para casa com cuidado como te disse. E em último caso se ela estiver agitada faz com que tome os comprimidos azuis que te dei.
Bill: Farei tudo como me disse. Agradeço-lhe muito o que fez por ela e por confiar em mim.
Voltaram os dois à sala onde eu estava pronta para ir embora. As enfermeiras tinham ficado comigo para me fazer companhia, mas quando eles chegaram desejaram-me as melhoras, tudo de bom e voltaram ao trabalho.
Médico: Como sou teu amigo e sei que te vais portar bem vou deixar-te ir já para casa e escusas de ficar cá a noite como pensavas que eu queria.
Sophie: (eu achava graça ao doutor. Ele falava para mim como um amigo e sempre a sorrir)
Obrigado.
Médico: Não me agradeças a mim.
… E olhou para o Bill. Percebi o que ele quis dizer.
Médico: Bem vão lá para casa então, mas com muito cuidado já sabem os dois.
E se te sentires muito fraca não te levantes.
O médico deu-me um abraço e eu abracei-o também pois estava-lhe grata.
Desejou-nos a maior felicidade do mundo e então voltou ao seu trabalho também.
Bill ajudou-me a levantar da cama. Estava fraca mas felizmente conseguia andar por enquanto.
Ele não me largou com medo que eu caísse. Fui apoiada nele até à porta do hospital onde ele chamou um Táxi. Ajudou-me a entrar para dentro do táxi, entrou logo ao meu lado e encostou-me para ele enquanto dizia a morada ao condutor.
Em 5 minutos chegamos a casa.
As luzes estavam acesas e os seguranças ao verem que era o Bill apareceram logo para ajudar.
Bill pediu-lhes que levassem um saco com os remédios para dentro e que estivessem com o dobro da atenção daqui para a frente. Pagou ao senhor do Táxi e pegou-me no seu colo levando-me para dentro.
Tom e os rapazes encontravam-se na sala e ao ver que o segurança pousara os remédios na mesa e que o Bill apareceu logo a seguir comigo nos braços ficaram surpresos.
Levantaram-se a correr e Bill fez-lhes sinal para não fazerem barulho. Eu adormecera pelo caminho e Bill tinha ordens restritas que eu tinha de ficar em repouso.
Levou-me para o quarto pousando-me cuidadosamente na nossa cama.
Ajeitou-me as almofadas e cobriu-me… Sempre com mil cuidados.
Os rapazes estavam lá no quarto a ver se era preciso algo e ver como estava o Bill.
O Tom e o Bill falavam baixo para não correrem risco de eu acordar
Tom: Pensei que ias ficar lá esta noite!
Bill: Eu também! Mas a Sophie acordou antes e consegui convencer o médico a deixar-ma trazer para casa.
Tom: Mas explica-me uma coisa. Como e porquê que ela foi fazer isto? Estava tudo bem ontem quando vocês vieram para o quarto.
Bill: Sim ontem esteve tudo muito bem até nos deitarmos e ela ficar muito perturbada quando eu queria falar no que se passou. Ela não parava de chorar estava num estado de nervos que tinhas de ver. Tive que a agarrar para se acalmar.
Tom: Não devias ter insistido
Bill: Sim eu sei... mas ela acabou por acalmar e adormecer. Eu não a larguei a noite toda.
Tom: Mas então porquê que ela fez uma coisa destas hoje?
Bill: De manha ela acordou e desceu para baixo. Andou a arrumar algumas coisas e ainda vos cobriu.
Tom: Pois, só quando cheguei a casa é que reparei que estavam cobertores na sala.
Bill: Sim… Eu encontrei-a na sala depois com o laptop e ela teve uma reacção estranha quando eu entrei mas ela disse-me que só se assustou porque não contava comigo, pensava que eu ainda estava a dormir.
Eu ia-lhe desinfectar a ferida outra vez e vim ao quarto buscar o líquido. Quando cheguei à sala ela não estava lá e então sentei-me no sofá e peguei no laptop. Deparei-me com um email que dizia "Pensas que vai ficar tudo por qui estás muito enganada queridinha. isto é só o começo."
Vi logo que ela ficou estranha porque estava a ler aquele email e não me quis contar nada e supus logo que só pode ter sido a Natalie que lho tinha enviado. Entretanto vi que ela chegou à porta da sala mas quando me viu com o laptop na mão não deu mais um passo.
Ela sabia que eu ia querer esclarecer as coisas mas fogo Tom!!
Depois é o que tu sabes. Ela veio a corre para cima e trancou-se.
O médico diz que ela está muito perturbada desde ontem. Aliás se ele ficar mais agitada tenho de a fazer tomar uns comprimidos.
Tom: Vais ter que ter paciência Bill.
Tom olhava para o ar de preocupação e cansaço do irmão e decidiu deixá-lo a descansar. Qualquer coisa que fosse preciso ele estaria lá em baixo com os rapazes.
Tom: Já sabes. Qualquer coisa chama.
Bill: Sim, obrigada. Mas só preciso que me tragas os remédios que estão lá em baixo.
Tom: Venho já cá em cima tos trazer.
Bill: Obrigado rapazes.
Tom e os rapazes desceram. Tom levou os medicamentos lá em cima e alguma comida caso Bill tivesse fome ou eu se acordasse mas desceu logo. Os rapazes iriam passar mais uma noite na sala tinha quase a certeza.
Bill estava estafado, mas nem por isso dormia. Estava deitado ao meu lado agarrando a minha mão novamente. Mexi-me um bocado e devo ter gemido por me ter magoado (na mão direita por causa da agulha com o soro) pois o Bill pegou-me com cuidado e colocou-me sobre ele para eu me sentir protegida e não correr riscos de me magoar mais.
Ele sabe o quanto me protege. Sabe o quanto eu me sinto segura perto dele.
Bill adormeceu por fim e eu consegui passar bem a noite também.
*** ო ***
Acordei às 10H15 abraçada ao Bill. Sem me mexer muito pois não queria acordá-lo levantei-me da cama, vesti o meu robe de cetim violeta e desci lá para baixo. Passei pela sala e reparei que os rapazes tinham ficado ali a dormir durante a noite. Peguei nas latas de Redbull e Coca-Cola e levei-as para a cozinha.
Fui buscar cobertores e tapei-os para não apanharem frio. Comecei a arrumar a bagunça toda e depois dei comida ao Scotty e levei-o ao jardim. Depois de tudo em ordem subi para o quarto. Bill continuava a dormir. Podia ficar horas a observá-lo que nunca me iria cansar. Fui tomar um duche e depois fui-me vestir. Passei pela cama e olhei-o enquanto dormia. Dei-lhe um beijo na cara de maneira a que ele não despertasse e cobri-o pois já estava todo descoberto.
Peguei nas roupas que andavam pelo chão do nosso quarto e fui ao quarto do Tom buscar a roupa dele também para pôr tudo a lavar. Desci com a roupa toda e o Scotty estava ao fundo das escadas com a bola na boca porque queria brincar. Acabei de descer as escadas e fui até a lavandaria pôr a roupa na máquina. Chamei o Scotty e mandei-lhe a bola para o jardim para ele poder brincar à vontade.
Com isto tudo já eram 13H00 mas eles continuavam a dormir. Já estava habituada! Foi então que comecei a preparar algo para eles comerem pois iam acordar cheios de fome.
Sophie: O que é que eu vou fazer para esta gente?!
Fui à porta buscar o pão que os seguranças trazem fresco todas as manhãs e comecei a fazer umas sandes que é o que eles gostavam sempre de comer mal acordam e fiz também os famosos waffles que todos adoramos. Fiz sumo de laranja, peguei no sumo de manga do frigorífico e comecei a pôr tudo na mesa.
Eram 13H15 e ninguém acordava. Deixei-os estar a dormir pois devem-se ter deitado tardíssimo. Quer dizer, eles nem se deitaram, deixaram-se estar na sala e adormeceram.
Fui ao quarto buscar o laptop para ir ver o meu e-mail e o Bill dormia que nem um anjo ainda. Peguei no laptop e desci.
Sentei-me na sala ao lado da dos rapazes no meu sofá preferido onde tem uma manta cheia de pelinhos. Recebi 7 emails em dois dias. Comecei a lê-los. Todos os emails eram de amigos meus excepto um. Era anónimo. Abri e foi então que vi a seguinte mensagem…
“Pensas que vai ficar tudo por aqui estás muito enganada queridinha.
Isto é só o começo.”
Fiquei estupefacta a olhar para o e-mail e estremeci. Só poderia ter sido uma pessoa a mandá-lo, … A Natalie.
Sem eu estar à espera Bill apareceu à porta da sala e assustei-me. Fechei logo a tampa do laptop pois não queria que ele soubesse disto. Pensava que se ignorasse ela iria parar. Bill perguntou-me se estava tudo bem pois estranhou a minha reacção então eu mudei de expressão na cara e ….
Sophie: Está tudo bem liebe só não contava contigo assim de repente.
Bill sentou-se ao meu lado no sofá.
Bill: Os rapazes adormeceram todos na sala.
Sophie: Eu sei, andei a cobri-los para não apanharem frio quando desci.
E tu também estavas todo descoberto quando fui ao quarto.
Bill deu-me um beijo e observou a ferida a ver como estava.
Bill: Vou lá em cima buscar o líquido para te tratar disso
Sophie: Não é preciso eu depois faço isso.
Bill: Eu disse-te que ia tratar de ti e vou faze-lo.
Olhei-o e isso bastou. Ele foi então lá em cima e eu fui à lavandaria ver se a máquina tinha acabado de lavar. A máquina estava a acabar, ainda faltavam 10 minutos.
Dirigi-me outra vez para a sala.
Fiquei à porta parada sem reacção. Não queria acreditar que tinha deixado o laptop na sala. Como é que me fui esquecer. Deparei-me com o Bill sentado no sofá com o laptop na mão. Tinha a certeza que ele vira o email. Ele olhou para a porta e viu-me sem uma palavra. Sabia que ele estaria chateado por eu não lhe contar e ainda por cima por lhe tentar esconder. Sabia que iríamos discutir e que a culpa era minha por lhe tentar esconder a verdade.
Subi a correr para o quarto e tranquei-me no quarto de banho.
Sophie: (a chorar) Como é que eu fui tão estúpida como?!!!
Bill subiu logo atrás de mim mas não teve tempo de impedir que eu trancasse a porta.
Bill: Abre a porta Sophie. Quê que estás a fazer?
Sophie: Deixa-me sozinha.
Bill: Porquê não me contaste do email? Porquê? Abre a porta
Sophie: Sai daqui. Deixa-me.
Bill não parava de bater na porta e tentar abri-la.
Eu não aguentava mais. O mundo sufocava-me desde ontem. Não sabia o que fazer. Estava completamente descontrolada.
Bill: Abre a porta… vamos falar.
Bill ouvia o meu choro e o meu desespero. Ficou com medo que eu fizesse alguma coisa que me magoasse.
Os rapazes com o barulho todo acordaram e subiram a correr. Bill pediu-lhes que fossem procurar as chaves suplentes e o Tom foi a correr. Por mais que procurasse, Tom não as encontrava. Bill continuava desesperadamente a tentar com que eu abrisse a porta. O Georg, o Gustav e o Andreas foram ajudar o Tom a procurar as chaves.
Bill: Sophie abre a porta! Não me faças isto. Se tu fases alguma coisa eu não sei o que faço.
Antes de ele proferir estas palavras eu já me encontrava com uma caixa de comprimidos na mão aberta. Bati com tal força com a cabeça na beira de um armário e levando à minha mão à cabeça vi sangue.
Gemi com a dor na cabeça e o Bill ouviu. Ficou mais desesperado ainda.
Eu não lhe dizia uma palavra por mais que ele falasse. Parecia que estava a deixar o meu corpo e cai no chão. Bill ouviu um estrondo como se soubesse que eu tinha caído e deu um berro ao Tom.
Tom apareceu de imediato com as chaves e Bill abriu a porta tão rápido que partiu a chaves.
Bill olhou para mim estendida no chão e ajoelhou-se arrastando-me para o seu colo vendo que eu tinha sangue na cabeça e a caixa dos comprimidos ao lado no chão.
Tom apercebeu-se do que eu tinha feito e ligou logo para as urgências pois não sabia quantos comprimidos eu tinha tomado e por causa da minha cabeça.
Bill estava em lágrimas debruçado sobre mim.
Bill: O que é que tu foste fazer?!! Porquê?!!!
Olha para mim, acorda. Reage por favor.
Tom verificou a minha pulsação.
Tom: Está só desmaiada.
A ambulância chegou em 2 minutos. Pegaram em mim e colocaram-me numa maca. Levaram-me para o hospital. Tom e os rapazes foram directos para o hospital também.
Bill seguiu comigo na ambulância e assistiu às tentativas de reanimação.
Bill: O que é que ela tem?? Porquê que ela não reage? Digam-me.
Bill estava desaustinado
Enfermeiro: Ela perdeu muito sangue e precisa de levar pontos. Provavelmente iremos ter que lhe fazer uma lavagem ao estômago por causa dos comprimidos que ela tomou. Neste momento ela está desmaiada por causa do choque da batida na cabeça mas nós iremos tratar dela, tenha calma.
Chegamos ao Hospital e levaram-me rapidamente para uma salinha. Bill teve que esperar numa sala e os rapazes chegaram entretanto. Bill não se conseguia controlar. Nunca ninguém o vira assim.
Lembro-me de abrir os olhos e ver médicos à minha volta mas depois desmaiei novamente. Deram-me injecções para me poderem dar os pontos e como não sabiam a quantidade de comprimidos que eu tomei fizeram-me uma lavagem ao estômago. Tinha tomado apenas três comprimidos.
Três comprimidos que me iriam acalmar e fazer dormir.
Depois de tratarem de mim levaram-me para outra sala e ligaram-me a soro.
O médico foi ter com o Bill…
Bill: Como é que ela está?
Médico: Está bem. Tivemos de lhe dar sete pontos na cabeça e de lhe fazer uma lavagem ao estômago. Ainda assim o pior foi a batida na cabeça porque quanto aos comprimidos ela apenas tomou três. Teve muita sorte pois podia ter sido muito pior. O que vale é que é uma menina nova e parece ser forte.
Bill: Posso vê-la por favor. Deixe-me vê-la
Médico: Sim ma só você. Ela precisa de repouso.
Os rapazes olharam para o Bill para lhe dar coragem.
Bill seguiu o médico até chegarem a porta da sala onde eu estava.
O médico entrou e o Bill entrou a seguir apressadamente chegando-se a mim e pegando na minha mão.
Bill olhava-me preocupado como nunca. Olhou para o médico e…
Bill: Porquê que ela ainda não reage?
Médico: Ela está sobre sedativos para não sentir dores e poder descansar, por isso é que não reage rapaz. Só há noite ou quem sabe só pela manhã é que acordará.
Bill: Mas ela vai ficar boa não vai?
Médico: Ela é nova e é forte. De certeza que irá ficar como nova.
Bill: Eu quero ficar aqui com ela.
Médico: Como te disse ela vai demorar para despertar. Devias também ir descansar um bocado meu rapaz.
Bill: Eu não quero sair de ao pé dela. Quero estar ao lado dela assim que ela acordar.
Médico: Eu percebo-te. Podes ficar aqui que eu vou avisar as enfermeiras que tens a minha autorização. E se precisares de alguma coisa é só pedires-lhes.
Bill: Nunca lhe poderei agradecer por a ter salvo!
Médico: É o meu dever. Agora quero é que trate bem dela para isto nunca mais voltar a acontecer
Bill: Obrigada, e eu não vou permitir que ela faça isto de novo.
O médico deixou o Bill a sós comigo no quarto.
Bill ligou para o Tom que estava com os rapazes à espera dele ainda e avisou-o que iria ficar comigo no hospital esta noite.
Tom perguntou-lhe se ele precisava de alguma coisa e se queria que mandasse algum segurança para o hospital e ele disse que não. Pediu-lhe apenas para trazer alguma roupa para quando eu acordasse.
Tom deu força ao irmão e dizia-lhe que iria ficar tudo bem que de manhã passaria para os ver.
Bill agradeceu e desligou.
Os rapazes foram todos embora do hospital e foram para nossa casa para o Tom não ficar sozinho.
Tom estava preocupado e pensativo a pensar porquê que eu teria feito aquilo.
Bill sentou-se ao lado da cama onde eu estava inanimada. Ficou a tarde toda observando-me enquanto segurava na minha mão e falava para mim na esperança que eu o estivesse a ouvir.
Bill: O que é que tu foste fazer princesa?.
Porquê?.
Porquê que me ias esconder a verdade?.
Bill suspirava
Bill: Como é que eu deixei que isto tudo te acontecesse.
Já eram 8H00 e ele continuava lá incansável.
Comecei a despertar pois senti a mão dele segurando a minha mas não conseguia reagir. Como se o meu corpo não me obedece-se ainda. Conseguia ouvi-lo sussurrar…
Bill: Preciso tanto de ti na minha vida.
Não me podes abandonar assim.
És a única que me pode fazer feliz.
És a minha princesa lembraste?
Lembraste que planeávamos casar e ter filhos?
Eu continuo a querer fazer isso tudo contigo princesa, … mas preciso que acordes e fiques boa.
Consegui fazer um pouco de força na mão dele com esperança que ele percebe-se que eu estava a ouvi-lo. Bill olhou para mim com atenção pois pensou que podia ser só impressão dele até que me viu a abrir os olhos. Finalmente consegui comandar o meu corpo.
Bill: Ohh meu deus. Acordaste princesa. Acordaste.
Bill chamou as enfermeiras euforicamente e elas vieram a correr.
Eu sentia-me fraca mas lutava para permanecer acordada. As enfermeiras examinaram-me e chamaram o médico de imediato.
O Médico chegou ao quarto observou novamente o meu estado olhando para uma máquina que estava ligada a mim com o soro.
Deu-me um pequeno sorriso que eu reparei mas era como se estivesse drogada ainda com os sedativos
Médico: Acordou cedo a nossa menina. Pensei que só acordarias de manhã. És mais forte do que eu pensava ainda.
Não pude de deixar de tentar fazer um sorrido ao médico.
Médico: Pregaste-nos cá um susto rapariga. Então ao teu namorado nem se fala.
Ele foi incansável contigo. Não arredou pé nem mesmo sabendo que provavelmente só acordarias pela manhã.
Estou a ver que estás melhor já.
Deves ter algumas dores de cabeça e te sentires um pouco zonza e cansada mas isso é por causa dos sedativos ainda.
Se não fosse isso deixava-vos ir já para casa porque ainda é cedo.
Olhei para o médico.
Sophie: O senhor quer é que eu passe cá a noite. (disse conseguindo fazer um sorriso desta vez)
Olhei para o Bill com arrependimento de tudo o que fiz. Ele continuava a segurar a minha mão e apertou-ma para eu saber que estava tudo bem e que ele percebia o que eu queria dizer.
Bill: Doutor se eu me comprometer a cuidar dela deixa-nos ir para casa agora?
Médico: Eu deixava-vos ir, mas ela precisa de tomar alguns medicamentos ainda e
precisa de estar com a agulha do soro. Mas… Se me prometeres que vais fazer o que eu dizer eu dou-lhe alta e dou-te tudo o que ela precisa de tomar.
Bill: Está mais que prometido doutor.
Médico: Acompanha-me ao meu consultório então que as enfermeiras vão tratar dela para irem para casa então.
Bill beijou-me a testa… e sussurrou ao meu ouvido
Bill: Volto já meu amor.
Foi então com o médico ao seu consultório.
Enquanto isso duas enfermeiras simpáticas tratavam de mim. Uma desligava-me da máquina do soro e a outra colocava-me com cuidado uma agulha com um tubo na mão direita que continha o soro que eu ia precisar de levar comigo e não poderia tirar.
Arranjaram-me o cabelo que estava despenteado e tudo. Eram muito atenciosas.
No consultório….
Médico: Bem, vou deixar-te levá-la para casa mas só porque sei que vais tratar dela. Tens de a fazer tomar estes comprimidos à hora do almoço amanha ok.
Não podes deixar que ela se esforce pois ela está muito fraca ainda e pode cair ao chão.
Se ela se alimentar bem recuperará depressa e suponho que daqui a dois dias estará muito melhor.
Bill ouvia com atenção cada palavra que o doutor dizia.
Médico: E pronto meu rapaz.
Leva-a para casa com cuidado como te disse. E em último caso se ela estiver agitada faz com que tome os comprimidos azuis que te dei.
Bill: Farei tudo como me disse. Agradeço-lhe muito o que fez por ela e por confiar em mim.
Voltaram os dois à sala onde eu estava pronta para ir embora. As enfermeiras tinham ficado comigo para me fazer companhia, mas quando eles chegaram desejaram-me as melhoras, tudo de bom e voltaram ao trabalho.
Médico: Como sou teu amigo e sei que te vais portar bem vou deixar-te ir já para casa e escusas de ficar cá a noite como pensavas que eu queria.
Sophie: (eu achava graça ao doutor. Ele falava para mim como um amigo e sempre a sorrir)
Obrigado.
Médico: Não me agradeças a mim.
… E olhou para o Bill. Percebi o que ele quis dizer.
Médico: Bem vão lá para casa então, mas com muito cuidado já sabem os dois.
E se te sentires muito fraca não te levantes.
O médico deu-me um abraço e eu abracei-o também pois estava-lhe grata.
Desejou-nos a maior felicidade do mundo e então voltou ao seu trabalho também.
Bill ajudou-me a levantar da cama. Estava fraca mas felizmente conseguia andar por enquanto.
Ele não me largou com medo que eu caísse. Fui apoiada nele até à porta do hospital onde ele chamou um Táxi. Ajudou-me a entrar para dentro do táxi, entrou logo ao meu lado e encostou-me para ele enquanto dizia a morada ao condutor.
Em 5 minutos chegamos a casa.
As luzes estavam acesas e os seguranças ao verem que era o Bill apareceram logo para ajudar.
Bill pediu-lhes que levassem um saco com os remédios para dentro e que estivessem com o dobro da atenção daqui para a frente. Pagou ao senhor do Táxi e pegou-me no seu colo levando-me para dentro.
Tom e os rapazes encontravam-se na sala e ao ver que o segurança pousara os remédios na mesa e que o Bill apareceu logo a seguir comigo nos braços ficaram surpresos.
Levantaram-se a correr e Bill fez-lhes sinal para não fazerem barulho. Eu adormecera pelo caminho e Bill tinha ordens restritas que eu tinha de ficar em repouso.
Levou-me para o quarto pousando-me cuidadosamente na nossa cama.
Ajeitou-me as almofadas e cobriu-me… Sempre com mil cuidados.
Os rapazes estavam lá no quarto a ver se era preciso algo e ver como estava o Bill.
O Tom e o Bill falavam baixo para não correrem risco de eu acordar
Tom: Pensei que ias ficar lá esta noite!
Bill: Eu também! Mas a Sophie acordou antes e consegui convencer o médico a deixar-ma trazer para casa.
Tom: Mas explica-me uma coisa. Como e porquê que ela foi fazer isto? Estava tudo bem ontem quando vocês vieram para o quarto.
Bill: Sim ontem esteve tudo muito bem até nos deitarmos e ela ficar muito perturbada quando eu queria falar no que se passou. Ela não parava de chorar estava num estado de nervos que tinhas de ver. Tive que a agarrar para se acalmar.
Tom: Não devias ter insistido
Bill: Sim eu sei... mas ela acabou por acalmar e adormecer. Eu não a larguei a noite toda.
Tom: Mas então porquê que ela fez uma coisa destas hoje?
Bill: De manha ela acordou e desceu para baixo. Andou a arrumar algumas coisas e ainda vos cobriu.
Tom: Pois, só quando cheguei a casa é que reparei que estavam cobertores na sala.
Bill: Sim… Eu encontrei-a na sala depois com o laptop e ela teve uma reacção estranha quando eu entrei mas ela disse-me que só se assustou porque não contava comigo, pensava que eu ainda estava a dormir.
Eu ia-lhe desinfectar a ferida outra vez e vim ao quarto buscar o líquido. Quando cheguei à sala ela não estava lá e então sentei-me no sofá e peguei no laptop. Deparei-me com um email que dizia "Pensas que vai ficar tudo por qui estás muito enganada queridinha. isto é só o começo."
Vi logo que ela ficou estranha porque estava a ler aquele email e não me quis contar nada e supus logo que só pode ter sido a Natalie que lho tinha enviado. Entretanto vi que ela chegou à porta da sala mas quando me viu com o laptop na mão não deu mais um passo.
Ela sabia que eu ia querer esclarecer as coisas mas fogo Tom!!
Depois é o que tu sabes. Ela veio a corre para cima e trancou-se.
O médico diz que ela está muito perturbada desde ontem. Aliás se ele ficar mais agitada tenho de a fazer tomar uns comprimidos.
Tom: Vais ter que ter paciência Bill.
Tom olhava para o ar de preocupação e cansaço do irmão e decidiu deixá-lo a descansar. Qualquer coisa que fosse preciso ele estaria lá em baixo com os rapazes.
Tom: Já sabes. Qualquer coisa chama.
Bill: Sim, obrigada. Mas só preciso que me tragas os remédios que estão lá em baixo.
Tom: Venho já cá em cima tos trazer.
Bill: Obrigado rapazes.
Tom e os rapazes desceram. Tom levou os medicamentos lá em cima e alguma comida caso Bill tivesse fome ou eu se acordasse mas desceu logo. Os rapazes iriam passar mais uma noite na sala tinha quase a certeza.
Bill estava estafado, mas nem por isso dormia. Estava deitado ao meu lado agarrando a minha mão novamente. Mexi-me um bocado e devo ter gemido por me ter magoado (na mão direita por causa da agulha com o soro) pois o Bill pegou-me com cuidado e colocou-me sobre ele para eu me sentir protegida e não correr riscos de me magoar mais.
Ele sabe o quanto me protege. Sabe o quanto eu me sinto segura perto dele.
Bill adormeceu por fim e eu consegui passar bem a noite também.
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