segunda-feira, 21 de junho de 2010

5º capítulo - Ŧ in Love and in Death Ŧ

☆ ო Positivo ou negativo ☆ ო

Escondi de imediato o teste num armário e sai do quarto de banho.

Sophie: Já estás aqui?

Bill: Sim. Vim ver como é que estavas.

Sophie: Estou bem. Já passou tudo (menti-lhe. Sentia-me agoniada)

Bill: Ainda bem que estás melhor liebe. Estava a ficar preocupado.

Será que o Bill desconfiava de alguma coisa?...Acho que não

Sophie: Não precisas agora! Já estou bem.

Bill: E não tens fome?

Não tinha fome nenhuma, muito pelo contrário.

Sophie: Não liebe. Estou bem. Se eu tiver fome peço algo para comer.
- Então e os rapazes estão sozinhos?

Bill: Sim. Eles vão para o quarto do Tom jogar e ver filmes agora.

Sophie: Devias de ir também.

Bill: Eu quero ficar contigo. Além disso estou cansado da viagem.

O que é que eu vou fazer? Aih…!!! Eu queria fazer aquele teste agora! Mas também não posso mandá-lo embora porque senão ele vai desconfiar de alguma coisa.

Sophie: Eu também estou cansada. É melhor descansarmos liebe.

Bill deitou-se na cama e eu deitei-me ao seu lado.
Tinha esperança que ele adormecesse rápido. Precisava de fazer aquele teste rapidamente.
Não iria conseguir dormir até ter a certeza.
Bill passou a sua mão pelo meu rosto.

Bill: Passa-se alguma coisa?

Ele sentia que se passava algo. Detesto mentir-lhe…mas tenho de me esforçar para que ele não se aperceba de nada ainda.

Sophie: Não. O que é que se haveria de passar?

Bill: Não sei. Estás pensativa.

Sophie: Não é nada liebe.

Bill não se acreditou muito. Ele apercebe-se quando eu tento disfarçar. Por mais que eu tente….

Bill: Humm… Tens a certeza que não se passa mesmo nada?...
Sabes que me podes contar tudo.

Descontrolei-me um bocadinho e respondi-lhe meia calma meia nervosa e levantei-me

Sophie: Não se passa nada! Chega de perguntas.

Fui para a varanda do quarto e sentei-me lá sozinha.

Bill: Ainda queres que eu acredite que não se passa nada?

Bill tinha a maior paciência do Mundo comigo. Ele é incondicionalmente incansável. Eu não sabia o que fazer, o que dizer. Não sabia se lhe havia de dizer que podia estar grávida se lhe havia de esconder essa grande probabilidade.
Bill senta-se ao meu lado abraçando-me

Bill: O que é que se está a passar princesa? Hahh?

Eu estava a tremer um bocado por estar nervosa sem saber o que fazer e dizer. Abraçada a ele soltei uma lágrima e limpei-a rapidamente para que ele não visse mas ele reparou.

Ele abraçava-me com força,… eu estava ali sem saber por onde começar e duas lágrimas foram caindo pela minha face.


Bill: Porquê que não me contas o que se passa? Eu sei que algo não está bem contigo.

Sophie: Eu não te posso contar já. Eu preciso de ter certezas ainda. (disse-lhe enquanto mais lágrimas iam caindo

Bill: Certezas de quê princesa? Diz-me o que se está a passar. Eu posso ajudar-te.

Sophie: Não podes. Ninguém pode.

Bill: Estou mais preocupado contigo agora!

Sophie: Não precisas. Eu não quero que estejas…

Bill: Mas eu não sei o que se está a passar contigo como é que não hei-de ficar preocupado?

Sophie: Garanto-te que não é nada que me possa fazer mal. Mas não me perguntes mais nada agora por favor.

Bill: Tu passaste o dia enjoada,..vomitaste mal viste o jantar e depois ficaste assim.
Isso não é normal e preocupa-me, mas não quero que fiques nervosa agora por isso é que não pergunto mais nada.

Anda para dentro agora antes que apanhes frio e fiques doente.

Agarrou na minha mão e fomos para dentro. Deitamo-nos na cama, ele abraçou-me e adormecemos passado algum tempo.
Eram 7h00 da manhã e eu despertei. Era uma boa altura para eu fazer o teste pois o Bill não iria acordar tão cedo.
Fui ao quarto de banho e peguei então no teste e fiz-lo.
Tinha de esperar cerca de 10 minutos até poder ver o resultado. Cada minuto que passava a ansiedade e o nervosismo aumentavam.
Estavam quase a acabar os 10 minutos e eu a perder a coragem de ver o resultado. Estava sentada na beira da banheira e o teste pousado num armário à minha frente.

Será que já deu o resultado? Os 10 minutos já passaram!
Quando eu ia a ver o teste ouvi um barulho no quarto! Bill acordou à minha procura! Sai imediatamente dali e fui em direcção à cama.

Bill: O que é que andas a fazer tão cedo?

Sophie: Eu? Fui buscar uma pomada porque acho que andou aqui um mosquito e me picou, mas não é nada! Vamos dormir.

Deitei-me logo para que ele não pudesse desconfiar de nada e ele adormeceu novamente.
O resultado estava à minha espera! Passados 20 minutos levantei-me. Estava com medo ao dirigir-me ao quarto de banho a pensar no resultado do teste. Peguei nele sem olhar e sentei-me na beira da banheira.
Passado 5 minutos de esforço e coragem decidi que teria mesmo de ver finalmente o resultado.

O meu corpo ficou gelado. Não havia engano. Os enjoos e depois a confirmação do teste.

Eu estava verdadeiramente à espera de um filho do Bill Kaulitz.

Sophie: E agora? Como é que eu lhe vou dizer? O que é que eu vou fazer?

Mil e uma perguntas agora sem resposta apoderaram-se de mim. Escondi de novo o teste para que o Bill não o visse. Eram 8 horas e eu não conseguiria sequer adormecer com a notícia. Tinha de pensar numa solução. Sentei-me num sofá em frente à varanda com vista para o mar. Não conseguia decidir nada. Mas tinha de o fazer! Tinha de dizer ao Bill que estava grávida.
O sono foi mais forte que tudo e adormeci cansada. Mas nem por isso deixava de pensar.

11H
Bill acorda e vê que eu não estou na cama mas sim no sofá. Achou estranho mas só me cobriu, não me acordou. Decidiu ir tomar um banho e só depois acordar-me.

Bill tomou o seu banho relaxadamente. Quando saíu do duche à procura de uma toalha encontrou um papel no chão que dizia farmácia em letras bem gordas mas não ligou. Depois de se enrolar na toalha, curioso, pegou no papel.
Bill não sabia o que pensar ao ver o talão do teste que eu comprei. E eu a dormir sem saber que ele o tinha encontrado. Bill acabou por encontrar também o teste no armário escondido. O teste que deu positivo e era o sinal que eu estava grávida.

Bill: Como é que eu não supus que ela poderia estar grávida?

Relembrou a última vez que estivéramos juntos , "aquela noite no duche".. logo se lembrou que não usamos nenhuma precaução.

Bill: É obvio que ela pôde engravidar. Que idiota que sou.

Bill falava e depois pensava sozinho.

Os enjoos todos com a comida,… E o estado dela ontem que não me queria contar. Porquê? Porquê que ela não me contou logo o problema?
Tenho de lhe dizer que já sei de tudo! Ou espero que ela me diga?!
Bill andava de um lado para o outro, não sabia como reagir perante a situação.
Vestiu-se e sentou-se no sofá vendo-me dormir.
Olhou para a minha barriga e sorriu. Pousou a sua mão nela mas de leve para eu não acordar.
Bill não podia acreditar que a mulher que amava estava à espera de um filho seu!
Um filho fruto do amor que os unia.
Bill estava feliz com o que acabava de descobrir mas não deixava de se perguntar como é que não supôs isso antes e o porquê de eu não lhe dizer logo! De quê que eu teria medo? Nem eu sei!

Acordei. Eram 11h 45 já.
Levantei-me e sentei-me no sofá

Sophie: O que é que já fazes acordado e vestido?

Bill: Acordei cedo hoje e vesti-me logo.

Sophie: acordaste mesmo cedo.
(lembrei-me e falava comigo mesma. - Oh não. O teste de gravidez.)

Sophie: Vou tomar um banho já venho.

Meti-me no quarto de banho e fechei a porta. O teste de gravidez estava no sítio onde o escondi e não vi o papel da farmácia. Resumi logo que o Bill não sabia de nada.
Tomei um duche rápido mas não deixava de pensar como iria fazer.
Sai e vesti-me.


Bill: Porquê que foste dormir para o sofá?

Sophie: (hahh) Não tinha sono por ter acordado com o mosquito e então sentei-me no sofá mas acabei por adormecer lá.

Bill queria confrontar-me com tudo. Queria dizer-me que já sabia de tudo mas não sabia como é que me ia dizer e se devia dizer-me já ou se devia esperar que eu lhe contasse.

Sophie: Vamos tomar o pequeno-almoço?

Bill: Sim claro, … vamos.

Descemos e o Bill mandou servir o pequeno-almoço na esplanada. Estava um sol luminoso e quente. Estava um dia lindíssimo para estar cá fora.

Bill: Sentes-te melhor? Ontem deixaste-me preocupado

Sophie: Sim. Estou melhor.

Bill: Já me podes dizer o que se passa?

Sophie: hahh não é nada! Já passou querido.

Eu começava a pensar o porquê de tanta pergunta agora!
Ao Bill apetecia-lhe dizer-me tudo mas não o fez. Controlou a sua ansiedade de esclarecer esse assunto pois esperava que eu lhe contasse e sabia que se me contasse eu ficaria chateada por saber que ele descobriu. Mas também… a culpa de ele descobrir foi minha. Devia ter posto tudo ao lixo logo.
Os rapazes apareceram todos à nossa beira. Acordaram cedo pois o dia estava maravilhoso.

Tom: Bom dia casalinho! Então como passaram a noite hah?

Nenhum de nós respondeu.

Tom: Vocês estão estranhos hoje ou eu estou a dormir ainda?

Bill e Sophie: (ao mesmo tempo) Estás a dormir ainda!

Tom: Ok vocês estão estranhos!

Georg: Então e tu Tom? Que andaste a fazer depois de ires para o quarto?

Andreas: De certeza que levou alguma rapariga para lhe fazer companhia.

Gustav: Aposto que era loira e tinha olhos verdes.

Tom: Pois… Isso agora é da minha conta! Não tenho culpa de ser irresistível.

Eu e o Bill não falávamos. Estava um clima estranho entre nós.

Tom: Olhem lá que bicho é que vos mordeu?

Sophie: Um mosquito.

Tom: Tu o meu irmão e os mosquitos. (Teve graça como ele disse. Mas não me ri).
Quais são os planos para hoje?


Bill: Não há. Estamos à espera de sugestões.

Tom: Eu vou apanhar banhos de sol primeiro hoje. Preciso de cuidar do meu bronzeado. E tu também Georg.

Georg: Eu?? Eu estou mais moreno que tu!

Sophie: É tudo inveja Georg.

Estávamos todos a tomar o pequeno-almoço! Eu estava cheia de fome e os rapazes nem se pergunta.

Tom: Então, hoje já estás boa? Já comes tudo hah!!

Olhei-o meia desconfiada mas sem que ele se apercebesse.
Sophie: Porquê que dizes isso?

Tom: Porque ontem nem jantaste. Estavas tão enjoada que nem conseguias ver a pizza à tua frente.

Bill olhou para mim! Esta situação estava-me a deixar louca.
Mas o que será que ele sabe?

Sophie: Isso já passou. Não era nada de especial.

Mudei imediatamente de assunto sem lhe dar tempo para dizer algo mais.

Sophie: E se fosses apanhar sol agora hah? E vocês também rapazes.

Tom: É mesmo isso que eu vou fazer. Vamos lá rapazes.
Vocês os dois não vêm?

Olhei para o Bill e depois falei ao Tom

Sophie: Tenho de falar com o teu irmão primeiro. Encontramo-nos depois.

Tom: All right. A senhora manda.

Ficámos a sós na esplanada. Queria lhe contar mas não encontrava palavras para começar.
Bill pegou na minha mão de repente e levou-me para o meio da praia. Não estava ninguém à volta. Só nós. Sentamo-nos na areia.

Olhávamo-nos profundamente.
Sophie: Eu tenho de te contar uma coisa Bill.

Bill: Conta-me.

Sophie: É sobre ontem.

E não conseguia dizer mais nada. Que nervos. Porquê que não conseguia dizer-lhe duma vez.

Bill: Sabes que eu te amo. Sabes que és tudo na minha vida. Sabes que podes confiar-me tudo. Não precisas de ter medo de me dizer nada.

Baixei a cabeça e fixei o meu olhar na areia. Bill levantou-me a cabeça com a sua mão e ficamos a olhar-nos.

Bill: Independentemente do que possa acontecer eu nunca, nunca te vou abandonar. Morreria se tal acontecesse. Não posso viver sem ti.
- Princesa, confia em mim. Vai correr tudo bem.

Sophie: mas….

Bill: Olha eu estava à espera que me contasses mas eu sei que é difícil para ti.

Eu já sei o que se passa liebe. E não precisavas de mo ter escondido. Podias me ter dito logo. Poderia ter partilhado contigo tudo o que sentiste ontem.

Sophie: O que é que tu sabes? Como é que…?

Agarrou na minha mão e em mim vendo que eu fiquei nervosa.

Bill: Tem calma liebe. Eu descobri porque encontrei o talão da farmácia no chão de manha e depois encontrei o teste.

Sophie: Se sabes de tudo desde manha porquê que não me disseste logo antes de descermos?
Bill: Eu não queria que ficasses assim. E tu também mo devias ter dito. Mas isso não interessa agora. Pensavas que eu ia dizer o quê? Podias me ter dito logo! Escusavas de sofrer com a situação sozinha ontem.

Sophie: E como é que querias que eu te contasse que pensava que podia estar grávida porque a minha melhor amiga me ligou e é que me fez pensar nessa possibilidade?
Eu não sabia o que fazer.
Nunca pus essa hipótese até ela me falar se nós usamos protecção sempre que estivemos juntos e eu lembrei-me que estivemos juntos sem protecção naquela noite no duche.
Eu não sabia o que fazer e fui comprar o teste mas tu apareceste no quarto e fomos dormir. Eu não dormia direito sem saber um resultado definitivo. De manha quando estavas á minha procura eu inventei a desculpa do mosquito pois tinha acabado de fazer o teste mas não tive coragem de ver o resultado. Voltei a deitar-me para não desconfiares mas passado um bocado levantei-me e vi o resultado. Eu não sabia como te iria contar. Fiquei no sofá a pensar mas adormeci e tu encontraste-me lá de manha.
Eu não sei o que fazer. Não sei. Eu não queria… Tu sabes que isto não devia ter acontecido. Não agora.

Bill abraçava-me.


Bill: Mas aconteceu liebe. E a culpa é mais minha do que tua porque eu devia… Eu nem te devia ter puxado para o duche.

Sophie: A culpa foi dos dois. Devíamos ter pensado que isto poderia acontecer.

Bill continuava abraçando-me…

Bill: Desculpa princesa. Desculpa

Sophie: Não me peças desculpa. Temos de pensar no que é que vamos fazer agora.

Eu era completamente contra o aborto. Sempre fui e disse a mim mesma que nunca o faria.
Mas também não queria prejudicar o Bill.
A nossa vida não estava pronta para termos um filho naquele momento. Bill estava a preparar a sua nova Tour. Ele iria passar mais 6 meses a viajar…

Bill: Ouve-me.
Eu sei que tu sabes que eu vou estar em Tour daqui a um tempo e que não queres ter um filho agora por minha causa. Sei que não queres que eu prejudique e abdique de nada por tua causa.
Mas… Olha, eu… Eu quero ter este filho contigo agora. Nunca me passaria pela cabeça outra coisa.
Este filho é algo que eu sempre quis. Independentemente de ser ou não a melhor altura.

Chorávamos os dois. Bill tocava na minha barriga enquanto falava.

Bill: Nós vamos ter este filho. E não tens de te preocupar com nada. Eu vou tratar de tudo.

Sophie: Mas e a Tour? Tu tens de ir? Tens de estar fora seis meses.

Bill: Eu sei. E vou resolver isso.
Vou arranjar uma maneira de estar contigo.
Provavelmente vou te levar comigo.
Mas não te preocupes com isso agora princesa. Tudo se vai resolver, prometo, e não precisas de te sentir culpada de nada.

Sophie: Desculpa. Eu não queria que isto acontecesse precisamente por isso.

Bill: hey não te preocupes liebe.
Sabes uma coisa…. Com isto tudo nem te disse o mais importante.

Passou a mão na minha cara e tocou novamente na minha barriga.

Bill: Eu sinto-me o homem mais feliz do Mundo por ir ser pai.
Por a mulher que amo estar à espera de um filho meu.
Não há mais nada no Mundo que me fizesse mais feliz.

Beijamo-nos. O nosso amor estava mais presente que nunca. Agora era eu, ele, e o nosso filho.
Aquele momento significou uma nova etapa na nossa vida.

Fomos interrompidos pelos rapazes. Chegaram a correr vindos não sei de onde à nossa beira.

Tom: Então é aqui que estavam os meninos. Andávamos à vossa procura.
Estou a ver que já estão reconciliados.

Bill: Nós não estávamos chateados.

Tom: Não parecia. (riu-se)
Vamos todos para a piscina?


Bill olhou para mim à procura de uma resposta.

Sophie: Sim vamos. Vão à frente, nós vamos já atrás de vocês.

Tom: Está bem.

Os rapazes foram andando. O Bill e eu levantamo-nos e íamos atrás dele.
Agarrou com uma das suas mãos a minha mão e com a outra passou pela minha cintura pousando-a lá.


Bill: Temos de contar aos rapazes.

Sophie: Como é que achas que eles vão reagir?

Bill: Só podem reagir bem. Eles vão perceber. E não têm de se preocupar com nada também.
Tenho a certeza que o Tom vai reagir muito bem à notícia.

Sophie: Sim. Ele brincava muitas vezes a pedir-nos um sobrinho.

Paramos um segundo e ele beijou-me dizendo…

Bill: Estou tão, tão, tão feliz.

Sophie: Eu também. Apesar de tudo eu sempre quis um dia ter este filho contigo. Não era propriamente agora mas… Eu estou feliz. E estou feliz por tu estares feliz.

Beijou-me mais uma vez…

Bill: Vamos ser pais. (Sorria como nunca para mim)
Estou ansioso por poder contar a novidade.


Continuamos a andar. Chegamos à piscina e sentamo-nos nas esteiras.
Tom e os rapazes levantaram-se porque iam entrar na piscina e…

Bill: Rapazes, esperem ai! Tenho de vos contar uma coisa muito importante na minha vida.

Tom: O que é? Vais te casar? Vais ser pai?

Tom que estava mesmo na beira da piscina disse aquilo na brincadeira nunca supondo que uma das coisas era verdade. Ele brincava sempre com isso.

Bill: Vou ser pai!

Georg, Gustav, Andreas: Hahhh?

Tom: ….(bem,… o Tom caiu na piscina)

Levantei-me a correr e o Bill a ver se o Tom estava bem.
Estava.
Só caiu para dentro de água.

Tom: (Dentro da piscina) Essa é boa maninho. Quase que acreditava vês.
Vá, diz lá o que era mesmo que querias dizer.

Agarra-se a mim…

Bill: Eu vou ser Pai. Não estava a brincar.
- Rapazes a Sophie está grávida.


Tom mergulhou dentro de água. Os rapazes não diziam nada nem manifestaram nenhuma reacção.
Não sabia o que pensar ate que o Tom deu um salto de dentro de água…

Tom: Vou ser Tio?

Sophie: Sim, parece que sim.

Bem pela reacção do Tom percebi logo que ficou eufórico com a notícia. Saiu da água e abraçou-nos.

Tom: Finalmente decidiram realizar o meu pedido.

Sophie: Não foi bem assim mas…

Tom: Estou tão contente. O meu irmão vai ser pai. Fantástico.

Os rapazes acabaram por se manifestar.

Georg: Bem eu estou surpreso. Mas estou muito contente por vocês. Muitos Parabéns aos dois.

Gustav: Eu digo o mesmo que o Georg. Felicidades.

Tom: Então e tu Andreas? O que é que dizes?

Andreas: Bem.. eu digo que agora o Bill vai ser um pai babado. Estou mesmo muito feliz por vocês.

Bill: Obrigado rapazes. É muito importante para nós que vocês percebam a situação e que estejam do nosso lado.

Abracei o Bill. Uffa. Pelo menos os rapazes ficaram felizes com a notícia e não pareceram minimamente preocupados com nada.

Tom: É por isso que a menina andava toda enjoada então?!! Agora percebe-se porquê!

Bill: Sim.. mas ela só soube ontem à noite. E eu só descobri hoje de manhã.

Tom: Temos de festejar.

*** ო ***

4º capítulo - Ŧ in Love and in Death Ŧ

☆ ო Nas Maldivas ☆ ო

Passaram-se dois dias. Eu já não tinha o arranhão na cara nem no lábio, apenas os pontos na cabeça mas estava muito melhor. Hoje seria então o dia da nossa viagem.

… 10H30…

Bill: Hey, liebe… Acorda.

Sophie: Já??

Bill: Sim tem de ser. Temos que nos despachar para não perdermos o avião.

Levantei-me e sentei-me na cama.

Sophie: É melhor ires acordar o Tom então também.

Bill: Ele já se levantou há 15 minutos. Passou por aqui a ver se já estávamos acordados mas deixei-te dormir mais um bocado.

Chegou-se para mim abraçando-me e com uma voz meiga…

Bill: Estavas tão linda enquanto dormias.

Dei-lhe um beijo doce.

Sophie: Habituas-me tão mal.

Bill: Porquê?

Sophie: Porque me mimas demais.

Bill: Tu mereces muito mais.

Beijou-me apaixonadamente.

… 11h30
Já estávamos todos no aeroporto prontos para entrar no avião e por volta das 12H30 o avião descolaria.

…16H00
Finalmente o avião aterrou.

Tom: Hello Maldivas

Bill: Finalmente

Sophie: Sim, finalmente! Estava farta do avião.

Bill: Bem, vamos pousar as coisas no Hotel.

Georg: Bora lá então.

Fomos todos pousar as coisas. Cada um dos rapazes tinha um quarto para cada um! Apenas eu e o Bill ficámos juntos.


No quarto…

Sophie: Estou enjoada. Não sei porquê! Nunca enjoei a andar de avião.

Bill: Deve ter sido da turbulência liebe

Sophie: Sim, deve mesmo ter sido isso. Só pode.
Sabes que mais… Tenho fome.

Bill: Já somos dois. Vamos descer e ter com os rapazes e comer qualquer coisa.

Descemos e os rapazes iam a descer ao mesmo tempo! Acho que quanto a estar com fome estávamos todos.

Georg: Estou a morrer de forme

Tom: Eu também.

Bill: Acho que estamos todos (riu-se)

Sentamo-nos numa esplanada onde podíamos ver grande parte da ilha.
“Como era linda!”

Tom chamou o empregado e pediu para todos nós!
Não demorou mais do que 5 minutos até chegar tudo e começamos a comer.
A minha tosta estava com tão bom aspecto e a salada de fruta parecia ainda melhor. Bill pediu o mesmo que eu mais uma super sandes vegetariana.
Comecei por comer a tosta até chegar à salada de fruta! Mal comi uma colher voltei a ficar enjoada! Pus a taça logo de lado. Parecia que ia vomitar tudo se comesse mais uma colher. Nem podia ver a taça com a salada à minha frente!

Bill: Que se passa? Ainda estás enjoada?

Sophie: Parece que sim! Mas isto passa.

Bill: Espero bem que sim liebe. Nunca ficaste assim por andar de avião.

Sophie: Pois, mas parece que hoje fiquei.
Vou ao quarto buscar umas pastilhas para ver se isto passa. Já volto.

Bill: Ok liebe

Sai e fui ao quarto…

Tom: O que é que a Sophie tem?

Bill: Não sei, ela está enjoada.

Tom: Mas ela nunca enjoou ao andar de avião!

Bill: Pois não. Acho estranho mas parece que desta vez enjoou.

Cheguei ao quarto e procurei na minha mala se por acaso tinha lá algo para o enjoo mas não tinha! Sentei-me na cama por um bocado e o enjoo começou a passar. Senti-me melhor e voltei para junto dos rapazes.

Tom: Então já estás melhor?

Sophie: Sim já

Bill: Tomaste alguma coisa?

Sophie: Não. Não encontrei nada na minha mala que fizesse passar isto.

Bill: Vamos à farmácia do Hotel e compramos liebe.

Sophie: Deixa estar. Eu já me sinto melhor por agora.

Bill: Ok mas se ficares outra vez vamos lá.

Sophie: Ok Ok.

Georg: E se fossemos todos apanhar banhos se sol?

Tom: Estou no ir

Gustav e Andreas: Eu também

Bill: Vamos lá então

O Tom, o Georg, o Gustav e o Andreas forma para a água de imediato.
Eu e o Bill ficámos ao sol. Estava tão bom o tempo! Aquele sol a bater nos nossos corpos….

Bill: É tão bom poder estar contigo aqui.
Ainda bem que viemos.


Sophie: Sim, ainda bem! Eu ia arrepender-me se te dissesse que não.

Beijámo-nos mas o senhor Tom interrompeu-nos salpicando-nos com água.

Tom: Vocês não vão à água? Está excelente.

Sophie: Pois deve estar é fria! Tu estás frio.

Tom: Não está nada.

Sophie: Pois mas eu e o teu irmão caso não tenhas reparado estamos de calções e t-shirt.

Tom: Tiram. Ou também podem fazer como o Gustav e o Andreas e ir de roupa.

Sophie: Que engraçadinho (ria-me)

Bill: Talvez daqui a um bocado vamos Tom.

Sophie: Sim, daqui a um bocado talvez.

Tom: Se não forem vimos buscar-vos e atiramos-vos.

Sophie: Tenta só senhor Tom.

Tom: Podes ter a certeza que tento.

E foi outra vez para a água, que não parecia estar fria era só impressão minha e do Bill ao estarmos muito quentes ao Sol… mas como não queríamos ir já, disse que estava fria :D

Bill: Vamos acabar por ter de ir a água ou então não vai parar de nos chatear!

Sophie: Pois não. Já conheço o teu irmãozinho. Mas ele que nem pense em me mandar para a água.

Sorria-mos enquanto falávamos e vimos os rapazes a subir.

Andreas: Com que então os senhores não vão à água?

Bill: Não. Nós vamos. Mas daqui a uns minutos.

Georg: Eu acho que o Tom estava a pemsar que vocês fosse...agora!

E ao dizer isto…
Tom pegou em mim repentinamente a correr e os rapazes agarraram no Bill também e levaram-nos para a água.

Sophie: Tom para! pousa-me!…
Se tu me pões na água nem sei que te faço…

Tom: É só água cunhadinha.

Sophie: Não estou achar graça nenhuma..

E….

Tom entrou comigo dentro de água não me largando e os rapazes estavam a empurrar o Bill também até que ele entrou também dentro da água.

Bill: Vocês…. Eu disse que vinha á agua...

E começaram a mandar água uns para os outros enquanto Tom me pousava dentro da água.

Tom: Então e agora?

Sophie: Agora devia te matar pelo que fizeste!

Tom: Uihh que medo.. Ainda por cima não trouxe os meus seguranças.

Começamos a mandar água um para o outro também juntando-nos aos rapazes e fazendo guerras de água.

Sophie: Vocês não sabem mesmo esperar.

Bill: Sim… era escusado termos vindo de roupa para a água.

Estávamos todos divertidos apesar de tudo. Eu é que começava a ficar com frio por causa da roupa molhada colada ao meu corpo.

Bill: Estás a ficar gelada liebe.
- Rapazes nós vamos trocar de roupa.

Tom: Ok vão lá.

Bill: Anda liebe vamos.

Fomos ao quarto e mudamos de roupa.

Sophie: Assim estou muito melhor.

Vesti umas calças de ganga escuras e um top branco. O Bill estava de calças de ganga também e com uma t-shirt preta.

Bill: Estavas a ficar gelada.

Sophie: Sim estava! Agora já não tenho frio.

Bill: E já não continuas enjoada. (sorrindo para mim)

Sophie: Parece que não e ainda bem. Detesto estar assim.

Passamos a tarde ao Sol com os rapazes e a inventar piadas.
Eram 8H e estava a anoitecer. Era quase hora de jantar e como de costume o Tom já tinha fome.

Bill: Come-mos no restaurante do Hotel hoje ou noutro?

Tom: Por mim ficamos a comer no Hotel.

O Georg, o Gustav e o Andreas também não se importavam com o sítio.

Sophie: Por mim é tudo igual.

Bill: Ficámos no Hotel então.

Fomos todos para o Hotel e fomos para a sala do restaurante.
Sentamo-nos numa das mesas que se encontravam ao lado de uma janela que ocupava a parede toda do restaurante! Dava para ver a ilha.
“Como era linda à noite”.

Tom: O que é que vamos comer?
A mim apetece-me uma pizza vegetariana.

Georg: Podes come-la toda. Eu cá como uma de frango.

Gustav e Andreas: Sim,… Nós também ficamos pela pizza de frango.

Bill: Eu vou querer o mesmo que o Tom.
(olhando para mim) - e tu liebe?

Sophie: Eu cá faço companhia ao Georg ao Gustav e ao Andreas.

Tom: (para o empregado) São 6 pizzas. 4 de frango e 2 vegetarianas se faz favor.

Empregado: Com certeza. e para beber?

Tom: (dirigindo-se para nós) Coca-Cola para todos?

Respondemos todos que sim.

Tom: 6 Coca-Colas.

Empregado: Com certeza. Vêm já a caminho.

Comecei a ficar enjoada de novo quando senti o cheiro das pizzas que acabavam de pôr na mesa.
Bill reparou e falou só para mim…

Bill: Estás outra vez enjoada?

Sophie: Desculpa mas tenho de sair daqui.
Eu vou ao quarto. Fica com eles aqui a jantar.

Bill: Eu vou contigo.

Sophie: Não é preciso. Fica aqui com eles.

Sai apressadamente mas de maneira a que ninguém reparasse muito. Comecei a correr para o quarto abrindo a porta e dirigindo-me ao quarto de banho para vomitar. Estava branca e mais enjoada que nunca. Não sabia o que se estava a passar. Nunca tivera assim antes. Não sabia se havia de ir à farmácia se não. Não sabia o porquê de estar assim e não seriam uns simples comprimidos que iriam resolver o assunto. Deitei-me na cama e o enjoo começou a passar de novo. Sentia-me cansada.
A porta abriu-se. Era o Bill.

Bill: Então liebe. Que se passa?
Estás branca!


Sophie: Estou tão enjoada. Tive que sair da vossa beira. Aquele cheiro a comida…Urrr…Só de pensar… Ainda vomito de novo.

Bill: Isto não é normal. (Bill não imaginava o que se poderia passar)

Sophie: Não sei o que se passa.

Bill: É melhor eu chamar o médico aqui do Hotel.

Sophie: Não!!

Bill: Como não? Temos de saber o que é que tens!

(não me apetecia nada ter que ver um médico agora)
Sophie: Isto vai passar. Não te preocupes. Não deve ser nada.

Bill: Olha se continuares assim chama-mos o médico e pronto.

(ele consegue ser tão teimoso quanto eu)
Sophie: Está bem liebe. Mas só se eu piorar.
Agora devias descer e ir ter com os rapazes. Eu vou ficar aqui mais um bocado.

Bill: E não vais comer nada?

Sophie: Por enquanto não. Mas não te preocupes. Vá.

Bill deu-me um beijo na testa e desceu.
Eu sentia-me cansada. Deitei-me na cama e embora o enjoo estivesse a passar sentia-me horrível.
Ouvi o meu telemóvel a tocar. Era a Patty. A minha melhor amiga.
Atendi…

Patty: Aleluia que me atendes rapariga. Liguei-te 5 vezes já.

Sophie: Desculpa não vi. Não estava com o telemóvel.

Patty: Então e como é que estás? Por onde é que andas?

Sophie: Uma pergunta de cada vez please.
… - Ora bem em 1º lugar estou nas Maldivas com os rapazes e em 2º lugar estou mais ou menos.


Patty: Com que então estás nas Maldivas e não me dizias nada não é menina. Mas espera lá… está mais ou menos porquê? O que é que se passa?

Sophie: Não sei. Mas não é nada de especial. Desde que cheguei que me sinto enjoada. De tarde ia começar a comer a salada de fruta que eu adoro e se comesse mais uma colher vomitava tudo. Depois passou… Só que agora quando íamos comer pizza e elas chegaram à nossa mesa tive que sair logo dali e vim para o quarto e vomitei. Aquele cheiro… Urrr… Ainda o sinto! É horrível. Não sei o que se passa. Nunca estive assim. E eu nunca enjoo em viagens.

Patty: Realmente isso não é normal! Nunca te vi assim.

Sophie: Nem eu! Estou a ficar farta de estar enjoada. O Bill já queria chamar o médico.

Patty: E devia ter chamado. Isso não é normal em ti.
A menos que….


Sophie: A menos que o quê?

Patty: Nada.. Só uma coisa que me passou pela cabeça.

Sophie: Epaw o que é? Diz lá. O quê que estás para ai a pensar?

Patty: Tipo.. Tu e o Bill já….já…

Sophie: Já o quê? Fala de uma vez rapariga.

Patty: Tu e ele já estiveram juntos.
Juntos…Juntos! Caso não tenham tido cuidado,… sabes o que eu quero dizer...

Sophie: Não!! Por acaso tu não estás a pensar naquilo que eu penso que estás a pensar?!!!.

Patty: É só uma suposição. Não te passou pela cabeça essa hipótese?

Sophie: Não., Não pode ser!

Patty: Acalma-te. Pode não ser nada disso! Vocês não usam protecção?

O silêncio instalou-se ao telefone durante alguns segundos.
Lembrei-me da noite em que estivemos juntos e ele me puxou para o duche.

Sophie: (pensando) Oh não! Nós não usámos nenhuma protecção nesse dia.
Não! Eu não posso estar grávida. Não posso.

Patty: Sophie estás ai?
Fala comigo!

Sophie: Sim estou,… desculpa… tenho de desligar…

Patty: Não, espera…. Sophie!

Tut Tut Tut Tut

Desliguei o telefone e a Patty ficou a falar sozinha.
Enquanto isso eu lembrava e relembrava uma e mais uma vez a noite em que estivemos juntos no duche.

Sophie: Não… Não, não, não. Não pode ser. Não pode.

Só me apetecia ir à farmácia do hotel e comprar um teste de gravidez para acabar com a dúvida. Mas… A Patty tinha razão. Como é que não me passou pela cabeça antes.
Os enjoos com a comida, o cansaço. Podia muito bem estar grávida.
Não sei o que me deu mas desci e fui à farmácia. Ninguém me conhecia por lá por isso não haveria problema e ainda por cima não se encontrava ninguém na farmácia. Cheguei ao balcão e ganhei coragem para pedir o teste! A menina era simpática e não me fez nenhuma pergunta! Deu-me o teste numa saquinha, eu paguei e subi a correr para o quarto do hotel pois não queria nem pensar se o Bill aparecesse ali e me visse com o teste na saca.
Cheguei ao quarto e sentei-me. Não queria pensar na hipótese de estar realmente grávida. Tinha esperança que o teste fosse dar negativo.
Sem esperar mais fui ao quarto de banho para fazer o teste quando passados segundos ouvi a porta bater.

Sophie: Oh não é o Bill.

*** ო ***

domingo, 20 de junho de 2010

3º capítulo - Ŧ in Love and in Death Ŧ

☆ ო Um novo dia ☆ ო

Às 10H00 o Tom bateu à porta e entrou pois ninguém lhe respondeu.
O Tom tinha acordado cedo de propósito para ver se estava tudo bem e para ajudar.
Tom viu que ainda estávamos os dois a dormir mas chegou perto do Bill e com um toque ele acordou.

Tom: Desculpa acordar-te. Vim ver como é que estavam.

Bill riu-se para o Tom porque lhe disse….

Bill: Pois e acordaste muito cedo também.
Quanto à Sophie passou bem a noite. Não acordou pelo menos.

Tom: Ainda bem, é melhor assim. Agora vou lá para baixo. Se precisares chama-me.

Bill: Ok obrigado (e riu-se novamente porque lhe chamou…) madrugador.

Tom saiu e fechou a porta devagar.

Bill estava com um ar pouco cansado agora. Começou a fazer-me festas na cara e olhou para a minha cabeça a ver como estavam os pontos. Continuava a fazer-me festas e a passar a mão pelo meu cabelo ao mesmo tempo que pensava em tudo o que nos tem acontecido.
Mexi-me um pouco. Estava a acordar. Eu estava deitada sobre ele e então ele pousou as suas mãos na minha barriga abraçando-me.
Abri os olhos e dei um suspiro profundo. Olhei para cima e vi que o Bill já estava acordado. Sai de cima dele mas deitei-me ao seu lado. Voltei a fechar os olhos mas encostei-me a ele encostando as minhas mãos no peito dele como se o agarra-se podendo sentir o seu cheiro. Um cheiro que eu reconheceria em qualquer parte. Bill ficou contente por eu me agarrar a ele, pude ver isso, então senti um beijo tão terno no meu ombro que me agarrei mais a ele e…

Sophie: Desculpa-me.

Bill: Não quero que me peças desculpas. Só quero que não voltes a fazer nada do género.

Sophie: Eu devia ter te contado mal entraste na sala mas…

Bill cortou-me a conversa a meio. Não queria falar mais no assunto pois não queria que eu ficasse novamente perturbada.

Bill: Mas não interessa. Nada mais interessa. O importante para mim é estares aqui comigo e estares bem.

Sophie: Obrigado por teres toda esta paciência comigo. Bill: Só tu é que me podes fazer feliz.

Sophie: (levantei-me e sorri…) Eu ouvi isso no Hospital.

(fez-me um olhar esquisito como se tivesse a certeza que sabia que eu poderia ouvi-lo no hospital mesmo estando sobre sedativos)

Bill: E que mais é que ouviste?

Sai do seu lado e coloquei-me por cima dele. Ele abraçava-me e olhávamo-nos nos olhos.

Sophie: humm nada… (sorria-lhe)

Bill: Pois, pois. A menina ouviu tudo e agora não quer dizer não é.
Bem, assim também não vais querer cobrar-me nada. (Bill fitava-me, dizia isto para me provocar e eu lhe dizer tudo o que ouvi)


Sophie: Na na não. (Bill sorria e eu também. Ele estava contente pois eu parecia melhor.)
Estás muito enganado, eu vou cobrar tudo o que te ouvi dizer.

Bill: (Tocava no meu cabelo) Estou ansioso que comeces a cobrar-me tudo princesa.

Agora comecei eu a provocá-lo. Nós adorávamos fazer isto um com o outro

Sophie: Só por causa disso vou demorar séculos a cobrar-te tudo.

Bill tirou-me de cima dele e deitou-me ao seu lado pondo-se ele por cima de mim. Ele estava super cuidadoso para não me magoar.

Bill: Isso é o que tu dizes. Mas não é o que vais fazer.

Sophie: Ai sim.. E porquê?

Bill começou a beijar-me. Aquele beijo, aquele corpo por cima do meu era tudo o que eu queria e precisava.

Bill: Ainda continuas com a mesma ideia?

Sophie: Humm… sim… não…

Bill beijava-me novamente e mergulhamos naquilo que era só nosso.
Sussurrou-me ao ouvido…


Bill: Querias que fosse menino ou menina?

(Olhei-o a rir-me com um grande sorriso)

Sophie: Podem ser os dois?

Bill ficou radiante por eu ter perguntado se podiam ser os dois.
Beijou-me até que ouvimos um barulho à porta. Era o Scotty que queria entrar.
O Bill abriu-lhe a porta e ele ficou tão contente que saltou para cima da cama. Bill veio a correr pois o Scotty quando está eufórico salta para cima das pessoas e podia sem querer magoar-me coitadinho. Bill mandou-o sentar-se e ele obedeceu. Fiz-lhe umas festas para ele se acalmar. Estava mesmo contente o Scotty.

Bill falava com o Scotty ao mesmo tempo que lhe fazia uma festa.

Bill: De certeza que foi o menino Tom que te deixou vir cá para cima a esta hora não foi menino.

Sophie: O Tom? O Tom está a dormir certamente.

Bill: Eu também pensava isso se ele às 10H00 não tivesse acordado e vindo cá ao quarto ver como estávamos.

Sophie: Wauhh! O teu irmão hoje...É melhor descermos então.

Bill: Nada disso, tu hoje ficas aqui. O médico disse que tinhas de ficar em repouso.

Sophie: Mas eu já me sinto bem. Olha.

Levantei-me da cama e sentia-me bem mas senti a minha cabeça tão zonza que se o Bill não me agarrasse eu iria cair no chão. Pousou-me de imediato na cama e…

Bill: Porquê que tens de ser tão teimosa hahh?
Vá …. Vais ficar na cama como te disse hoje.

Olhei-o amuada.

Bill: Vá liebe… Eu vou ficar contigo aqui até ficares boa.
Agora vou só lá em baixo buscar-te o pequeno-almoço.

Sophie: Deixa-me ir contigo. Eu fico quietinha no sofá prometo. Mas não me deixes aqui no quarto o dia todo.

Ele olhava para mim e eu pensei que ele me ia dizer que não… mas não, em vez disso pegou-me no seu colo e desceu comigo.
Agarrei-me ao seu pescoço e dei-lhe um beijo a meio das escadas.

Passamos pela sala e os rapazes estavam acordados mas o Bill só me pousou na outra sala e os rapazes vieram logo para lá me ver.
Pousou-me então no sofá muito devagar e cobriu-me, passou as mãos no meu cabelo e disse-me ao ouvido…


Bill: Eu amo-te.

Os rapazes estavam bem-dispostos pela manha mas cheios de sono como sempre.
Bill pediu-lhes que não me fizessem muitas perguntas. Ele estava a fazer de tudo para seguir os conselhos do médico.
Enquanto Bill foi tratar do meu pequeno-almoço eles ficaram ao pé de mim.
Tom veio sentar-se ao meu lado e colocou o seu braço à volta do meu ombro.

Tom: Sempre o centro das atenções do Bill não é cunhadinha…

Tom sempre que dizia algo era para me fazer rir.

Sophie: Pois. Ele parece quase é o próprio médico do Hospital.

Bill ouvi-o o que eu disse mas não se importou.
Os outros riram-se mas concordavam comigo.

Georg: Só lhe falta a bata e…

Ouviu-se o Bill a gritar da cozinha…

Bill: Eu estou a ouvir-vos.

Não pude deixar de sorrir.
Olhei para o Tom…


Sophie: Então o senhor acordou cedo hoje hahh!! Milagre Tom.

Tom: Pois tu e o Bill ainda vão ter que me indemnizar por isso.

Sophie: Não fomos nós que te mandamos acordar.

Gustav: Ela tem razão Tom.

Tom: (Ria-se) Aih coitado de mim. Sempre todos contra mim.

Dei-lhe um empurrão a brincar pelo que ele disse.
Sophie: Vá Tom eu agradeço-te por acordares cedo.


Bill chamou o Tom da cozinha e o Tom foi lá ver o que ele queria.

Bill: Preciso de falar contigo.

Tom: Começa.

Bill: Estava a pensar fazer uma viagem com a Sophie assim que ela melhorar. Ela precisa de sair daqui por um tempo.

Tom: Por mim está à vontade. Eu trato de tudo por aqui.

Bill: Obrigada Tom... Mas tu também vens.

Tom: Estás é parvo. Vocês precisam é de fazer essa viagem sozinhos.

Bill: Eu não estou nada parvo. A Sophie vai querer que tu vás de certeza também. Ela nunca nos separa lembraste. E se souber que a viagem é por ela nem vai.

Tom: Então levamos os rapazes connosco também para ela não estranhar. De certeza que eles não dizem que não.

Bill: Ok. Queria que tu falasses com eles agora então sem ela saber. Eu vou lhe levar o pequeno-almoço e tu falas com eles.

Tom: Eu trato de tudo não te preocupes com eles.

Voltaram os dois à sala e Bill sentou-se a minha beira com uma bandeja cheia de comida.

Sophie: Tanto tempo. Andaram aos segredinhos um com o outro.

Tom: Coisas de gémeos cunhadinha.
E riu-se.

Tom: Bem rapazes vamos para outro lado. Tenho de falar com vocês também.

Olhei para o Bill pois achei estranha a atitude do Tom. O quê que ele teria para falar com os rapazes?
Bem, se calhar queria só nos deixar sozinhos…

Os rapazes saíram todos da sala e eu fiquei sozinha com o Bill ao meu lado.

Bill: Tens de comer agora.

Sophie: Tu também, não sou só eu.

Bill: A doentinha aqui és tu não sou eu vá…

Olhei para ele quando me chamou doentinha e comecei-me a rir. Bill pegou num copo com sumo de laranja e ajudou-me a beber.

Sophie: Porquê que chamaste o Tom à cozinha?

Notei que ele pensava no que me ia responder e …


Bill: Por nada, estava a perguntar-lhe se tinha levado o Scotty a passear.

Não me acreditei muito na resposta que ele me deu mas também não queria estar a aborrecer-me a mim e a ele por isso. Estávamos os dois a comer as torradas que ele preparou. Estavam com um óptimo aspecto e sabiam maravilhosamente bem.
De repente pôs um braço a minha volta…

Bill: Sabes o que é que eu estava a pensar liebe?

Sophie: Em quê?

Bill: Que assim que estejas melhor podíamos fazer uma viagem. Onde tu quisesses.

Sophie: Porquê que te lembraste disso agora?

Bill: Porque achei que nos ia fazer bem sair daqui e passarmos um tempo juntos, fora daqui.

Sophie: E o teu irmão? Fica aqui sozinho coitado?!

Bill: Já sabia que ias dizer isso por isso o Tom vai connosco e os rapazes também.

Sophie: Humm eu vou pensar liebe.
Mas aviso-te já que tu é que escolhes para onde vamos.

Bill: Sendo assim sugiro que vamos para as Maldivas.
Ninguém nos irá incomodar lá.


(Dei-lhe um beijo pois as Maldivas eram a nossa ilha preferida)
Sophie: Sabes sempre me convencer. Mas e os rapazes já sabem?

Bill: Não, ainda vamos falar com eles.

Bill chamou-os e eles apareceram. Tom já tinha falado com eles e eles sabiam de tudo.

Tom: (dirigindo-se ao Bill) Então diga lá o que é que foi agora?

Bill: O que é que acham de irmos passar um tempo às Maldivas assim que a Sophie melhorar?

Tom: Eu acho uma excelente ideia. Alias acho que vêm mesmo a calhar.

Gustav e Andreas: Eu também.

Georg: Isso nem se pergunta. Maldivas, sol, calor, mar, praia. Já me estou a imaginar lá.

Eu ria-me pelo que ele disse e porque estava feliz por eles irem todos. Bill falou para mim.

Bill: Agora é só ficares boa.

Sophie: Eu estou boa. Daqui a dois dias estou como nova.

Bill: Espero bem que sim liebe.

*** ო ***

2º capítulo - Ŧ in Love and in Death Ŧ

☆ ო No dia seguinte ☆ ო

Acordei às 10H15 abraçada ao Bill. Sem me mexer muito pois não queria acordá-lo levantei-me da cama, vesti o meu robe de cetim violeta e desci lá para baixo. Passei pela sala e reparei que os rapazes tinham ficado ali a dormir durante a noite. Peguei nas latas de Redbull e Coca-Cola e levei-as para a cozinha.
Fui buscar cobertores e tapei-os para não apanharem frio. Comecei a arrumar a bagunça toda e depois dei comida ao Scotty e levei-o ao jardim. Depois de tudo em ordem subi para o quarto. Bill continuava a dormir. Podia ficar horas a observá-lo que nunca me iria cansar. Fui tomar um duche e depois fui-me vestir. Passei pela cama e olhei-o enquanto dormia. Dei-lhe um beijo na cara de maneira a que ele não despertasse e cobri-o pois já estava todo descoberto.
Peguei nas roupas que andavam pelo chão do nosso quarto e fui ao quarto do Tom buscar a roupa dele também para pôr tudo a lavar. Desci com a roupa toda e o Scotty estava ao fundo das escadas com a bola na boca porque queria brincar. Acabei de descer as escadas e fui até a lavandaria pôr a roupa na máquina. Chamei o Scotty e mandei-lhe a bola para o jardim para ele poder brincar à vontade.
Com isto tudo já eram 13H00 mas eles continuavam a dormir. Já estava habituada! Foi então que comecei a preparar algo para eles comerem pois iam acordar cheios de fome.


Sophie: O que é que eu vou fazer para esta gente?!

Fui à porta buscar o pão que os seguranças trazem fresco todas as manhãs e comecei a fazer umas sandes que é o que eles gostavam sempre de comer mal acordam e fiz também os famosos waffles que todos adoramos. Fiz sumo de laranja, peguei no sumo de manga do frigorífico e comecei a pôr tudo na mesa.
Eram 13H15 e ninguém acordava. Deixei-os estar a dormir pois devem-se ter deitado tardíssimo. Quer dizer, eles nem se deitaram, deixaram-se estar na sala e adormeceram.
Fui ao quarto buscar o laptop para ir ver o meu e-mail e o Bill dormia que nem um anjo ainda. Peguei no laptop e desci.
Sentei-me na sala ao lado da dos rapazes no meu sofá preferido onde tem uma manta cheia de pelinhos. Recebi 7 emails em dois dias. Comecei a lê-los. Todos os emails eram de amigos meus excepto um. Era anónimo. Abri e foi então que vi a seguinte mensagem…


“Pensas que vai ficar tudo por aqui estás muito enganada queridinha.
Isto é só o começo.”


Fiquei estupefacta a olhar para o e-mail e estremeci. Só poderia ter sido uma pessoa a mandá-lo, … A Natalie.

Sem eu estar à espera Bill apareceu à porta da sala e assustei-me. Fechei logo a tampa do laptop pois não queria que ele soubesse disto. Pensava que se ignorasse ela iria parar. Bill perguntou-me se estava tudo bem pois estranhou a minha reacção então eu mudei de expressão na cara e ….


Sophie: Está tudo bem liebe só não contava contigo assim de repente.

Bill sentou-se ao meu lado no sofá.


Bill: Os rapazes adormeceram todos na sala.

Sophie: Eu sei, andei a cobri-los para não apanharem frio quando desci.
E tu também estavas todo descoberto quando fui ao quarto.

Bill deu-me um beijo e observou a ferida a ver como estava.

Bill: Vou lá em cima buscar o líquido para te tratar disso

Sophie: Não é preciso eu depois faço isso.

Bill: Eu disse-te que ia tratar de ti e vou faze-lo.

Olhei-o e isso bastou. Ele foi então lá em cima e eu fui à lavandaria ver se a máquina tinha acabado de lavar. A máquina estava a acabar, ainda faltavam 10 minutos.
Dirigi-me outra vez para a sala.
Fiquei à porta parada sem reacção. Não queria acreditar que tinha deixado o laptop na sala. Como é que me fui esquecer. Deparei-me com o Bill sentado no sofá com o laptop na mão. Tinha a certeza que ele vira o email. Ele olhou para a porta e viu-me sem uma palavra. Sabia que ele estaria chateado por eu não lhe contar e ainda por cima por lhe tentar esconder. Sabia que iríamos discutir e que a culpa era minha por lhe tentar esconder a verdade.
Subi a correr para o quarto e tranquei-me no quarto de banho.

Sophie: (a chorar) Como é que eu fui tão estúpida como?!!!

Bill subiu logo atrás de mim mas não teve tempo de impedir que eu trancasse a porta.

Bill: Abre a porta Sophie. Quê que estás a fazer?

Sophie: Deixa-me sozinha.

Bill: Porquê não me contaste do email? Porquê? Abre a porta

Sophie: Sai daqui. Deixa-me.

Bill não parava de bater na porta e tentar abri-la.
Eu não aguentava mais. O mundo sufocava-me desde ontem. Não sabia o que fazer. Estava completamente descontrolada.


Bill: Abre a porta… vamos falar.

Bill ouvia o meu choro e o meu desespero. Ficou com medo que eu fizesse alguma coisa que me magoasse.
Os rapazes com o barulho todo acordaram e subiram a correr. Bill pediu-lhes que fossem procurar as chaves suplentes e o Tom foi a correr. Por mais que procurasse, Tom não as encontrava. Bill continuava desesperadamente a tentar com que eu abrisse a porta. O Georg, o Gustav e o Andreas foram ajudar o Tom a procurar as chaves.


Bill: Sophie abre a porta! Não me faças isto. Se tu fases alguma coisa eu não sei o que faço.

Antes de ele proferir estas palavras eu já me encontrava com uma caixa de comprimidos na mão aberta. Bati com tal força com a cabeça na beira de um armário e levando à minha mão à cabeça vi sangue.
Gemi com a dor na cabeça e o Bill ouviu. Ficou mais desesperado ainda.
Eu não lhe dizia uma palavra por mais que ele falasse. Parecia que estava a deixar o meu corpo e cai no chão. Bill ouviu um estrondo como se soubesse que eu tinha caído e deu um berro ao Tom.
Tom apareceu de imediato com as chaves e Bill abriu a porta tão rápido que partiu a chaves.

Bill olhou para mim estendida no chão e ajoelhou-se arrastando-me para o seu colo vendo que eu tinha sangue na cabeça e a caixa dos comprimidos ao lado no chão.

Tom apercebeu-se do que eu tinha feito e ligou logo para as urgências pois não sabia quantos comprimidos eu tinha tomado e por causa da minha cabeça.
Bill estava em lágrimas debruçado sobre mim.


Bill: O que é que tu foste fazer?!! Porquê?!!!
Olha para mim, acorda. Reage por favor.

Tom verificou a minha pulsação.

Tom: Está só desmaiada.

A ambulância chegou em 2 minutos. Pegaram em mim e colocaram-me numa maca. Levaram-me para o hospital. Tom e os rapazes foram directos para o hospital também.
Bill seguiu comigo na ambulância e assistiu às tentativas de reanimação.

Bill: O que é que ela tem?? Porquê que ela não reage? Digam-me.

Bill estava desaustinado

Enfermeiro: Ela perdeu muito sangue e precisa de levar pontos. Provavelmente iremos ter que lhe fazer uma lavagem ao estômago por causa dos comprimidos que ela tomou. Neste momento ela está desmaiada por causa do choque da batida na cabeça mas nós iremos tratar dela, tenha calma.

Chegamos ao Hospital e levaram-me rapidamente para uma salinha. Bill teve que esperar numa sala e os rapazes chegaram entretanto. Bill não se conseguia controlar. Nunca ninguém o vira assim.

Lembro-me de abrir os olhos e ver médicos à minha volta mas depois desmaiei novamente. Deram-me injecções para me poderem dar os pontos e como não sabiam a quantidade de comprimidos que eu tomei fizeram-me uma lavagem ao estômago. Tinha tomado apenas três comprimidos.
Três comprimidos que me iriam acalmar e fazer dormir.

Depois de tratarem de mim levaram-me para outra sala e ligaram-me a soro.


O médico foi ter com o Bill…

Bill: Como é que ela está?

Médico: Está bem. Tivemos de lhe dar sete pontos na cabeça e de lhe fazer uma lavagem ao estômago. Ainda assim o pior foi a batida na cabeça porque quanto aos comprimidos ela apenas tomou três. Teve muita sorte pois podia ter sido muito pior. O que vale é que é uma menina nova e parece ser forte.

Bill: Posso vê-la por favor. Deixe-me vê-la

Médico: Sim ma só você. Ela precisa de repouso.

Os rapazes olharam para o Bill para lhe dar coragem.
Bill seguiu o médico até chegarem a porta da sala onde eu estava.
O médico entrou e o Bill entrou a seguir apressadamente chegando-se a mim e pegando na minha mão.
Bill olhava-me preocupado como nunca. Olhou para o médico e…


Bill: Porquê que ela ainda não reage?

Médico: Ela está sobre sedativos para não sentir dores e poder descansar, por isso é que não reage rapaz. Só há noite ou quem sabe só pela manhã é que acordará.

Bill: Mas ela vai ficar boa não vai?

Médico: Ela é nova e é forte. De certeza que irá ficar como nova.

Bill: Eu quero ficar aqui com ela.

Médico: Como te disse ela vai demorar para despertar. Devias também ir descansar um bocado meu rapaz.

Bill: Eu não quero sair de ao pé dela. Quero estar ao lado dela assim que ela acordar.

Médico: Eu percebo-te. Podes ficar aqui que eu vou avisar as enfermeiras que tens a minha autorização. E se precisares de alguma coisa é só pedires-lhes.

Bill: Nunca lhe poderei agradecer por a ter salvo!

Médico: É o meu dever. Agora quero é que trate bem dela para isto nunca mais voltar a acontecer
Bill: Obrigada, e eu não vou permitir que ela faça isto de novo.

O médico deixou o Bill a sós comigo no quarto.
Bill ligou para o Tom que estava com os rapazes à espera dele ainda e avisou-o que iria ficar comigo no hospital esta noite.
Tom perguntou-lhe se ele precisava de alguma coisa e se queria que mandasse algum segurança para o hospital e ele disse que não. Pediu-lhe apenas para trazer alguma roupa para quando eu acordasse.
Tom deu força ao irmão e dizia-lhe que iria ficar tudo bem que de manhã passaria para os ver.
Bill agradeceu e desligou.


Os rapazes foram todos embora do hospital e foram para nossa casa para o Tom não ficar sozinho.
Tom estava preocupado e pensativo a pensar porquê que eu teria feito aquilo.
Bill sentou-se ao lado da cama onde eu estava inanimada. Ficou a tarde toda observando-me enquanto segurava na minha mão e falava para mim na esperança que eu o estivesse a ouvir.

Bill: O que é que tu foste fazer princesa?.
Porquê?.
Porquê que me ias esconder a verdade?.

Bill suspirava
Bill: Como é que eu deixei que isto tudo te acontecesse.

Já eram 8H00 e ele continuava lá incansável.
Comecei a despertar pois senti a mão dele segurando a minha mas não conseguia reagir. Como se o meu corpo não me obedece-se ainda. Conseguia ouvi-lo sussurrar…


Bill: Preciso tanto de ti na minha vida.
Não me podes abandonar assim.
És a única que me pode fazer feliz.
És a minha princesa lembraste?
Lembraste que planeávamos casar e ter filhos?
Eu continuo a querer fazer isso tudo contigo princesa, … mas preciso que acordes e fiques boa.
Consegui fazer um pouco de força na mão dele com esperança que ele percebe-se que eu estava a ouvi-lo. Bill olhou para mim com atenção pois pensou que podia ser só impressão dele até que me viu a abrir os olhos. Finalmente consegui comandar o meu corpo.


Bill: Ohh meu deus. Acordaste princesa. Acordaste.

Bill chamou as enfermeiras euforicamente e elas vieram a correr.

Eu sentia-me fraca mas lutava para permanecer acordada. As enfermeiras examinaram-me e chamaram o médico de imediato.
O Médico chegou ao quarto observou novamente o meu estado olhando para uma máquina que estava ligada a mim com o soro.
Deu-me um pequeno sorriso que eu reparei mas era como se estivesse drogada ainda com os sedativos


Médico: Acordou cedo a nossa menina. Pensei que só acordarias de manhã. És mais forte do que eu pensava ainda.

Não pude de deixar de tentar fazer um sorrido ao médico.

Médico: Pregaste-nos cá um susto rapariga. Então ao teu namorado nem se fala.
Ele foi incansável contigo. Não arredou pé nem mesmo sabendo que provavelmente só acordarias pela manhã.
Estou a ver que estás melhor já.
Deves ter algumas dores de cabeça e te sentires um pouco zonza e cansada mas isso é por causa dos sedativos ainda.
Se não fosse isso deixava-vos ir já para casa porque ainda é cedo.


Olhei para o médico.
Sophie: O senhor quer é que eu passe cá a noite. (disse conseguindo fazer um sorriso desta vez)
Olhei para o Bill com arrependimento de tudo o que fiz. Ele continuava a segurar a minha mão e apertou-ma para eu saber que estava tudo bem e que ele percebia o que eu queria dizer.


Bill: Doutor se eu me comprometer a cuidar dela deixa-nos ir para casa agora?

Médico: Eu deixava-vos ir, mas ela precisa de tomar alguns medicamentos ainda e
precisa de estar com a agulha do soro. Mas… Se me prometeres que vais fazer o que eu dizer eu dou-lhe alta e dou-te tudo o que ela precisa de tomar.

Bill: Está mais que prometido doutor.

Médico: Acompanha-me ao meu consultório então que as enfermeiras vão tratar dela para irem para casa então.

Bill beijou-me a testa… e sussurrou ao meu ouvido


Bill: Volto já meu amor.

Foi então com o médico ao seu consultório.
Enquanto isso duas enfermeiras simpáticas tratavam de mim. Uma desligava-me da máquina do soro e a outra colocava-me com cuidado uma agulha com um tubo na mão direita que continha o soro que eu ia precisar de levar comigo e não poderia tirar.
Arranjaram-me o cabelo que estava despenteado e tudo. Eram muito atenciosas.

No consultório….


Médico: Bem, vou deixar-te levá-la para casa mas só porque sei que vais tratar dela. Tens de a fazer tomar estes comprimidos à hora do almoço amanha ok.
Não podes deixar que ela se esforce pois ela está muito fraca ainda e pode cair ao chão.
Se ela se alimentar bem recuperará depressa e suponho que daqui a dois dias estará muito melhor.

Bill ouvia com atenção cada palavra que o doutor dizia.

Médico: E pronto meu rapaz.
Leva-a para casa com cuidado como te disse. E em último caso se ela estiver agitada faz com que tome os comprimidos azuis que te dei.

Bill: Farei tudo como me disse. Agradeço-lhe muito o que fez por ela e por confiar em mim.

Voltaram os dois à sala onde eu estava pronta para ir embora. As enfermeiras tinham ficado comigo para me fazer companhia, mas quando eles chegaram desejaram-me as melhoras, tudo de bom e voltaram ao trabalho.

Médico: Como sou teu amigo e sei que te vais portar bem vou deixar-te ir já para casa e escusas de ficar cá a noite como pensavas que eu queria.

Sophie: (eu achava graça ao doutor. Ele falava para mim como um amigo e sempre a sorrir)
Obrigado.

Médico: Não me agradeças a mim.

… E olhou para o Bill. Percebi o que ele quis dizer.

Médico: Bem vão lá para casa então, mas com muito cuidado já sabem os dois.
E se te sentires muito fraca não te levantes.

O médico deu-me um abraço e eu abracei-o também pois estava-lhe grata.
Desejou-nos a maior felicidade do mundo e então voltou ao seu trabalho também.
Bill ajudou-me a levantar da cama. Estava fraca mas felizmente conseguia andar por enquanto.
Ele não me largou com medo que eu caísse. Fui apoiada nele até à porta do hospital onde ele chamou um Táxi. Ajudou-me a entrar para dentro do táxi, entrou logo ao meu lado e encostou-me para ele enquanto dizia a morada ao condutor.
Em 5 minutos chegamos a casa.
As luzes estavam acesas e os seguranças ao verem que era o Bill apareceram logo para ajudar.


Bill pediu-lhes que levassem um saco com os remédios para dentro e que estivessem com o dobro da atenção daqui para a frente. Pagou ao senhor do Táxi e pegou-me no seu colo levando-me para dentro.
Tom e os rapazes encontravam-se na sala e ao ver que o segurança pousara os remédios na mesa e que o Bill apareceu logo a seguir comigo nos braços ficaram surpresos.
Levantaram-se a correr e Bill fez-lhes sinal para não fazerem barulho. Eu adormecera pelo caminho e Bill tinha ordens restritas que eu tinha de ficar em repouso.
Levou-me para o quarto pousando-me cuidadosamente na nossa cama.
Ajeitou-me as almofadas e cobriu-me… Sempre com mil cuidados.
Os rapazes estavam lá no quarto a ver se era preciso algo e ver como estava o Bill.

O Tom e o Bill falavam baixo para não correrem risco de eu acordar

Tom: Pensei que ias ficar lá esta noite!

Bill: Eu também! Mas a Sophie acordou antes e consegui convencer o médico a deixar-ma trazer para casa.

Tom: Mas explica-me uma coisa. Como e porquê que ela foi fazer isto? Estava tudo bem ontem quando vocês vieram para o quarto.

Bill: Sim ontem esteve tudo muito bem até nos deitarmos e ela ficar muito perturbada quando eu queria falar no que se passou. Ela não parava de chorar estava num estado de nervos que tinhas de ver. Tive que a agarrar para se acalmar.

Tom: Não devias ter insistido

Bill: Sim eu sei... mas ela acabou por acalmar e adormecer. Eu não a larguei a noite toda.

Tom: Mas então porquê que ela fez uma coisa destas hoje?

Bill: De manha ela acordou e desceu para baixo. Andou a arrumar algumas coisas e ainda vos cobriu.

Tom: Pois, só quando cheguei a casa é que reparei que estavam cobertores na sala.

Bill: Sim… Eu encontrei-a na sala depois com o laptop e ela teve uma reacção estranha quando eu entrei mas ela disse-me que só se assustou porque não contava comigo, pensava que eu ainda estava a dormir.
Eu ia-lhe desinfectar a ferida outra vez e vim ao quarto buscar o líquido. Quando cheguei à sala ela não estava lá e então sentei-me no sofá e peguei no laptop. Deparei-me com um email que dizia "Pensas que vai ficar tudo por qui estás muito enganada queridinha. isto é só o começo."
Vi logo que ela ficou estranha porque estava a ler aquele email e não me quis contar nada e supus logo que só pode ter sido a Natalie que lho tinha enviado. Entretanto vi que ela chegou à porta da sala mas quando me viu com o laptop na mão não deu mais um passo.
Ela sabia que eu ia querer esclarecer as coisas mas fogo Tom!!
Depois é o que tu sabes. Ela veio a corre para cima e trancou-se.
O médico diz que ela está muito perturbada desde ontem. Aliás se ele ficar mais agitada tenho de a fazer tomar uns comprimidos.

Tom: Vais ter que ter paciência Bill.

Tom olhava para o ar de preocupação e cansaço do irmão e decidiu deixá-lo a descansar. Qualquer coisa que fosse preciso ele estaria lá em baixo com os rapazes.

Tom: Já sabes. Qualquer coisa chama.

Bill: Sim, obrigada. Mas só preciso que me tragas os remédios que estão lá em baixo.

Tom: Venho já cá em cima tos trazer.

Bill: Obrigado rapazes.

Tom e os rapazes desceram. Tom levou os medicamentos lá em cima e alguma comida caso Bill tivesse fome ou eu se acordasse mas desceu logo. Os rapazes iriam passar mais uma noite na sala tinha quase a certeza.

Bill estava estafado, mas nem por isso dormia. Estava deitado ao meu lado agarrando a minha mão novamente. Mexi-me um bocado e devo ter gemido por me ter magoado (na mão direita por causa da agulha com o soro) pois o Bill pegou-me com cuidado e colocou-me sobre ele para eu me sentir protegida e não correr riscos de me magoar mais.
Ele sabe o quanto me protege. Sabe o quanto eu me sinto segura perto dele.
Bill adormeceu por fim e eu consegui passar bem a noite também.


*** ო ***

sábado, 19 de junho de 2010

1º capítulo - Ŧ in Love and in Death Ŧ

7H00, Bill está acordado pois tem uma entrevista com o resto da banda no programa “Aqui e Agora” às 9H00.

Bill: Sophie acorda… Sussurrou ele ao meu ouvido deitado a meu lado na cama e dando-me um beijo na face.
Acorda liebe, não quero que fiques aqui sozinha hoje.


Sophie: (com a voz ensonada) Ainda é tão cedo…
Estou a morrer de sono. (olhei-o e deixei-me ficar assim só a olha-lo. Ele sabia que eu ainda estava magoada com a discussão que tivemos durante a noite.)


Bill: Eu sei que sim liebe e a culpa é minha. (ele fixou o olhar dele no meu, o seu olhar pedia-me desculpas mais mil vezes.)

Sophie: A culpa não é tua liebe… Tu sabes disso.
Eu confio em ti.
(O olhar dele sorria ouvindo com atenção o que eu dizia mas nem por isso deixava de se sentir culpado)

Bill: Já te disse que eu não sei o que faria sem ti?

(Fitei-o e ele pôs-se em cima de mim)


Sophie: humm ora deixa-me pensar bem… humm…

(Ele viu que eu só queria provocá-lo, então agarrou-me por baixo dele com mais força e começou a beijar-me o pescoço, que é o meu ponto fraco e ele sempre soube disso. Os nossos corpos começavam a querer-se e ele era o causador dessa situação.)

Sophie: Temos de parar liebe senão vais chegar atrasado.

Bill: Eu sei, mas és tu,… não me consigo controlar quando estamos assim.

Sophie: (fitei-o sorrindo-lhe) A culpa de estarmos imensamente próximos é tua.
O menino é que veio para cima de mim me provocar.


Bill: (sorrindo) Como se tu te importasses de alguma coisa que eu te faço…

Ele não me deixava responder sufocando-me de beijos, mas com umas escapadelas por fim consegui.

Sophie: deves pensar… que és… muito… importante.

Bill: E sou! E tu gostas!

Sophie: (olhei-o fixamente e de forma séria) Eu não gosto!

(Olhou-me com um olhar decepcionado)
Sophie: Eu não gosto de ti!
Eu amo-te e preciso de ti!
(Beijei-o de forma a que não restassem dúvidas,… ele retribuiu. Os nossos corpos continuavam um sobre o outro e a nossa respiração estava a ficar cada vez mais acelerada. Ambos sabíamos que se continuássemos não iríamos conseguir parar)


Bill: Temos de parar (disse ela lutando para parar)
Já estamos a ficar atrasados (disse sorrindo e beijando-me)
Prometo que te compenso liebe… Mas anda comigo agora e podes ficar no carro a descansar. Vou deixar-te com alguns dos nossos seguranças e assim posso ficar descansado.

Limitei-me a olha-lo. Ele sabia que eu não queria que ele ficasse tão preocupado comigo por eu ficar sozinha e que eu não gostava nada da ideia de andar com seguranças o dia inteiro, mas eu entendia que tinha de ser assim. Era a minha segurança que estava em jogo e ele só queria ficar seguro de que nada me iria acontecer.

Sophie: Já sabes a minha opinião quanto aos seguranças,…mas por ti… TUDO.

Pegou em mim ao colo e fomos os dois nos arranjar, pois já eram 8H15 e o carro já estava à porta à nossa espera.
Seguimos em direcção ao programa. Eu ia com o Bill na parte de traz do carro e a frente iam dois seguranças, um deles era o motorista. Atrás de nós seguiam mais 2 carros onde vinha o resto dos seguranças.
O Tom, o Georg e o Gustav já se encontravam no programa.
Chegamos à porta do programa eram 8H45. O manager deles, David, estava lá também e certificava-se que tudo estava pronto.

Os 3 rapazes já estavam dentro das instalações do programa esperando pelo Bill.
David viu-nos então chegar e veio avisar o Bill que estava tudo pronto para entrarem às 9H00 em ponto, e para ele se despachar porque a Natalie estava à espera para o maquilhar.

Bill: Vou ter que ir.

Sophie: Eu sei.

Bill: Vou ter saudades tuas.

Sophie: Humm vou ver essas saudades quando voltares vou.

Deu-me um beijo de despedida e deixou-me no carro a descansar. Para além de ter 2 seguranças comigo dentro do carro, 4 dos que vinham atrás de nós vieram para a volta do carro onde eu me encontrava, certificarem-se que ninguém chegaria perto como ordenou o Bill. O resto dos seguranças seguiram para dentro do estúdio do programa com o Bill.
O carro onde eu estava tinha uma janela a meio como nas limusinas que podes fechar para não veres o motorista e então pedi que a fechassem pois assim eu iria tentar dormir um bocadinho.
Antes de a fecharem perguntaram-me se eu precisava de mais alguma coisa e se desejava que ligassem a TV (sim, até TV o carro tinha) ao qual eu respondi que sim, podiam deixa-la ligada e assim eu até poderia ver a entrevista dos rapazes.
Estava tão cansada mas o programa entretanto começou e deixei-me ficar a assistir.
O programa começou e já se podia ver os rapazes, o apresentador acabava de os apresentar.
Risada atrás de risada, pergunta atrás de pergunta foi respondia, até que….


Apresentador: Sabemos que tens uma namorada. Ela não tem ciúmes das tuas fãs?

Bill: Ela sabe que isto é a minha vida e está comigo nela a 100%. Eu tento compensá-la cada segundo que estou com ela.

Apresentador: Embora já tenhas namorada há uns meses ouviu-se rumores que saíste com a tua maquilhadora, a Natalie. O que é que tens a dizer sobre isto?

Eu sabia que haviam rumores sobre ele e a Natalie, mas ele sempre me disse que não se passara nada, e eu acreditei nele na altura.


Bill: Simplesmente que esses rumores não fazem qualquer sentido pois nunca aconteceu nada entre mim e a Natalie. Ela é somente minha maquilhadora.

O entrevistador continuou com as perguntas, mas desta vez voltou à banda.

De repente ouviu-se berros vindos não sei de onde, parecia que alguém estava a discutir com os seguranças à volta do carro. Pedi aos dois seguranças que estavam comigo no carro para me deixarem sair e ver o que se passava pois reparei que era a Natalie. Estava furiosa, completamente fora de si e um dos seguranças agarrava-a não sei porquê. Sai do carro…


Sophie: O que é que se passa?, Porquê que estás aqui aos berros?
Disse ao segurança para a largar pois pensava que não havia motivos para a estar a agarrar mas ele não me deu ouvidos.

A Natalie só gritava e eu nem conseguia perceber o que se estava a passar até que percebi que o que dizia era que a culpa disto era minha.

Natalie: A culpa disto é toda tua miúda. O Bill só não está comigo porque tem pena de te deixar e que possas fazer algum escândalo. Na mesma noite em que saiu contigo o Bill esteve comigo.
Tu… Tu estragaste tudo… és a culpada de tudo
(o segurança tinha de fazer força para a agarrar pois ela queria vir na minha direcção)

Eu não podia crer no que os meus ouvidos ouviram. A Natalie repetia as frases vezes sem conta e cada vez mais elas entoavam dentro da minha cabeça. Lágrimas soltaram-se de repente sem pararem. Uma sensação de que o Mundo caiu, de um vazio profundo e de nervos apoderou-se do meu corpo. Não conseguia ter qualquer reacção que fosse, o meu corpo tremia de tristeza, de desilusão, não conseguia proferir uma palavra que fosse. Encontrava-me encostada ao carro como que petrificada a olhar para a Natalie dizer aquilo tudo.
Natalie mordeu de tal maneira a mão ao segurança que se soltou e conseguiu chegar até mim tendo só tempo de me dar um estalo, pois desta vez os 4 seguranças agarraram-na e tiraram-na de perto de mim.


Senti que ela me tinha magoado pois reparei que tinha sangue a escorrer no canto do lábio e na face. Natalie trazia um anel estranho todo trabalhado e arranhou-me a face até aos lábios.
Bill não sabia o que se estava a passar mas não sei como, alguém o avisou. Foi então que ele apareceu a correr à porta do estúdio. Bill apercebeu-se rapidamente de tudo o que havia acontecido ali e veio a correr na minha direcção que me encontrava a sangrar com a mão na cara. Bill pegou-me de imediato ao colo e colocou-me dentro do carro. Lembro-me de ele dizer o meu nome e falar para mim mas eu não lhe conseguia responder a nada! Era como se o meu corpo estivesse ali mas a minha alma a fazer uma grande viagem.


Bill: A culpa disto acontecer é toda minha…
O que é que te foi acontecer Sophie…
O que é que aquela maluca te fez?!!!

Bill viu que a minha face ainda sangrava. Deitou-me nos seus braços e com um lenço que eu trazia ao pescoço fez pressão para o sangue estancar.
Mandou de imediato os seguranças levarem-nos para casa.
Foi como se estivesse num filme de perseguição. Em 15 minutos chegamos a casa (em vez da suposta meia hora)
Bill falou comigo durante o caminho todo, mas eu nada respondia. Apenas dava gemidos por vezes porque o meu lábio ardia tanto e a minha face toda arranhada.

(Sei que o olhar dele começava a encher-se de lágrimas e que ele me pedia perdão)

Bill pegou-me ao colo e levou-me para dentro de casa mal o carro parou. Pousou-me no sofá e quando se dirigia a ir buscar a caixa de primeiros socorros ouviu-se um carro a toda a velocidade derrapar lá fora.
Era o Tom. Entrou a toda a pressa em casa dirigindo-se ao sofá mal me viu.
Reparou no meu estado e ficou em estado de nervos, ficou fora de si.


Tom: Como é que foi possível isto acontecer?!! Como?!!

Tom olhava para mim e tocou-me no rosto para ver como estava a ferida.
Ele queria ir imediatamente tirar satisfações com a Natalie e Bill que acabava de chegar à sala com a caixa de primeiros socorros ao ouvir isso disse-lhe que ele não iria fazer nada, que quem vai resolver isto tudo é ele. O Tom entendeu a decisão do irmão e respeitou-a. Foi lá fora falar com os seguranças que lá se encontravam e mandou chamar o resto dos seguranças todos. Tom esclarecia tudo com a segurança, certificava-se que isto nunca mais iria acontecer e reforçou a segurança à nossa volta.
Enquanto isso Bill tratava do meu arranhão.
Estava feio, mas iria desaparecer, garantiu ele.
Em cada toque dele olhávamo-nos. Nos nossos olhos ainda se podiam ver lágrimas. Bill estava a sofrer por mim.
Sentou-se no sofá e deitou-me pondo a minha cabeça no seu peito, deixando-se estar abraçado a mim. Agarrei-me a ele com força. Só queria senti-lo, só queria que ele não me solta-se. Com ele sim sentia-me protegida. Bill deixou cair duas lágrimas as quais eu senti e então isso fez com que eu chorasse agarrada a ele.

Bill: Vai ficar tudo bem liebe. Prometo-te que vai ficar tudo bem.
Tudo o que a Natalie quer é separarmos pois eu nunca lhe dei o que ela queria. É verdade que ela me beijou sem eu contar nessa noite mas eu afastei-a de imediato e esclareci tudo no momento.
Tu sempre foste a única rapariga que eu queria na minha vida. Ela sempre soube disso.
Ela vai ter o que merece!

Ia falar pela primeira vez depois de tudo o que se sucedeu mas o Bill não me deixou. Disse que eu não podia falar para o lábio não começar a sangrar de novo.
Olhei-o e ele conseguiu entender o que eu lhe pretendia dizer.

Bill: Agora tens mesmo de descansar liebe.
Eu vou ficar aqui ao pé de ti não te preocupes. Não vou sair da tua beira nunca mais.


E assim ficamos durante uma parte da tarde.
Bill e eu adormecemos no sofá.
Depois de o Tom ter redobrado a segurança, o Georg, o Gustav e o Andreas apareceram lá em casa a saber notícias pois estavam preocupados. Não conseguiam entender como é que a Natalie teve uma reacção destas. Os rapazes entraram em casa e viram-nos no sofá. Fizeram o mínimo de barulho para não nos acordar. Foram todos para a sala ao lado e estiveram a falar sobre
o sucedido. Por fim foram fazer uma sessão de jogos na Playstation para passar o tempo.

Já passavam das 6H30 quando o Bill despertou. Olhou para mim que ainda continuava a dormir em seus braços e acariciou-me o rosto. A sua carícia e os rapazes que se ouviam agora por estarem a jogar fizeram com que eu despertasse.
O que se havia passado veio-me logo à cabeça. Olhei para o Bill e levantei-me. Arranjei o cabelo e sentei-me no sofá com as pernas à chinês.

Toquei no lábio e soltei um gemido. Ainda me doía!


Bill: Ainda vai demorar um tempo até ficar bom.

Olhei para ele mas continuei sem dizer seja o que fosse.
Bill aproximou-se de mim e agarrou a minha mão. Ele estava com ar de sofrimento por mim ainda. Deixei que ele se deita-se em mim e fiquei a acaricia-lo.

Tom apareceu à porta da sala.


Tom: Aleluia que vossas excelências acordaram. E já trocaram de posição e tudo. Muito bem.
Tom dizia isto para ver se nos alegrava. Ele é a pessoa ideal para fazê-lo com as suas gracinhas.

Bill: Não digas disparates.

O resto dos rapazes, o Andreas, o Georg e o Gustav apareceram na sala também.
Sentaram-se nos sofás ao lado enquanto o Tom foi fazer um lanche porque estava cheio de fome como o costume.


Georg: (para mim) Como é que tu estás? Essa ferida já está com melhor aspecto.

Bill antecipou-se a mim


Bill: Ela está melhor. Mas eu não quero que ela fale já para não correr o risco de a ferida começar a sangrar outra vez. Ainda lhe dói um pouco.

Olhei para o Bill enquanto ele respondia ao Georg. O olhar dele estava terno neste momento.

Gustav: Daqui a uns tempos não se nota quase nada Sophie.

Dei-lhe um pequeno sorriso para não esforçar muito o lábio ainda. O Andreas também falou para mim de seguida.


Andreas: Com um enfermeiro como o Bill ficarás boa depressa tenho a certeza.

Com o que o David disse não pude deixar de querer rir um bocadinho. O Bill olhava para mim e segurava a minha mão brincando com ela.


Bill: Eu vou cuidar dela.
(Olhou de novo para mim e foi como se me beijasse com o seu olhar)

O Tom voltou a sala com uma bandeja cheia de comida.
- Redbull, Coca-Cola, tostas, bolachas e waffles.

Georg: Estás mesmo com fome.

Tom: Por acaso estou mas isto não é tudo para mim. Fiz o lanche para toda a gente, mas a primeira a comer é a minha linda cunhadinha.

Tom ofereceu-me as minhas bolachas preferidas mas eu recusei.


Tom: Não tens fome?

Abanei a cabeça a dizer que não. Não tinha muita fome e além do mais não devia comer ainda já já.


Tom: E eu que fiz isto tudo só para ti cunhadinha.

O Tom era um querido. Faz de tudo para nos fazer sorrir.
Bill pegou no pacote e pousou na mesinha.

Bill: Ela mais logo come qualquer coisa.

Ele também não quis comer nada.

Os rapazes começaram a lanchar mas foram para a outra sala para continuarem o jogo e nos deixarem à vontade.

Eu e o Bill conseguíamos ouvi-los todos na gritaria por causa do jogo. Vê-se logo que são rapazes.

Bill levantou-se do meu colo e encostou-se a mim. Colocou a sua mão no meu pescoço e deu-me um beijo no canto da boca que não estava ferido. Dê-mos os dois um suspiro profundo.

Encostámo-nos os dois para trás no sofá e ficámos assim durante uns segundos.
Bill colocava uma mão na minha cintura e com a outra brincava com a minha mão. O seu olhar ainda guardava algum sofrimento para comigo mas a sua ternura era enorme.
Tenho a certeza que ele estaria a tentar perceber em quê que eu estava pensando naquele momento.
Eu olhei para ele e fiz-lhe um leve sorriso.
Decidi então puxá-lo para mim. Estávamos frente a frente um do outro, conseguia sentir a sua respiração. Pousei a minha mão no coração dele e senti o seu coração batendo mais e cada vez mais. Ele colocou a sua mão na minha cara acariciando-me e afastando uma mexa de cabelo que estava à beira da ferida. Os nossos corpos aproximavam-se mutuamente, eles pediam-se um ao outro.
Foi então que o beijei. Bill movia as suas mãos em volta do meu pescoço e da minha cintura. Beijávamo-nos intensamente, de uma forma mais apaixonada que nunca.

(Eu tinha a certeza que ele nunca me mentiu, nunca me deu motivos para desconfiar dele. Confiava nele a 100%. A única razão da minha mágoa era a Natalie dizer que eu era a culpada de tudo e me fazer pensar que o Bill a queria a ela e me mentiu.
De uma coisa eu tinha a certeza. Eu e o Bill estávamos irremediavelmente e incondicionalmente apaixonados.)

Enquanto nos beijávamos sentia o meu lábio a arder um pouco ainda, e sem querer soltei outro gemido. Bill parou logo e olhou com atenção para a ferida. Sorriso de uma forma que só ele consegue.


Bill: Tenho de voltar a cuidar-te disso liebe.

Pegou na minha mão e levantámo-nos do sofá.
Passamos pela porta da sala onde estavam os rapazes mas eles não repararam.
Bill dirigia-se comigo ao quarto para tratar da ferida outra vez.
Sentei-me encostada na cama enquanto ele pegava na caixa de primeiros socorros outra vez que estava lá pousada ao lado.
Eu seguia cada passo que ele dava, cada gesto.
Sorria-lhe com o olhar. Bill sentou-se ao meu lado e colocou-me um líquido no lábio que fez com que ardesse ainda mais.

Dei um pequeno grito e ele riu-se e pediu-me desculpas. Pôs-se a soprar para que deixasse de arder e acabou por me dar um pequeno beijo.

Finalmente depois de tanto tempo falei. Comecei a brincar com ele pelo beijo que me deu.

Sophie: Todos os médicos beijam as suas pacientes?

Bill: Supostamente não. Mas eu sou só o teu médico e tu és exclusiva.
Deixa-me só acabar de tratar da tua ferida liebe.

Aquele líquido ardia mesmo, mas o Bill tinha todo o cuidado para não me magoar.


Bill: Pronto já está. Mas tens de ter cuidado para não te magoares agora liebe.

Sorri-lhe e brinquei com o que ele disse

Sophie: Bem… tenho um médico só meu por isso…
Mas eu vou ter cuidado. Aliás espero que isto desapareça rápido.

Bill: Daqui a uns dias não se nota liebe.

Bill arrumou a caixa de primeiros socorros e sentou-se novamente à minha beira.


Bill: Temos de falar sobre o que se passou.

A minha cara ficou séria e triste por me lembrar do ocorrido. Bill percebeu que eu não queria falar no assunto e então só me disse…

Bill: Quero que saibas que a Natalie já foi despedida.
E que vai ser processada por te ter agredido.

Sophie: Não precisavas de fazer isso tudo.
Não quero que a processes.

Bill não compreendia o porquê de eu dizer aquilo. Mas apesar de tudo o que ela me disse e fez eu não queria o mal dela. Ela gostava do Bill e não tinha culpa por isso. Quanto ao ser despedida, não disse que não. Expliquei-lhe as minhas razões e ele disse que ia fazer-me a vontade embora ele quisesse mesmo processá-la.


Bill: Vou retirar a queixa porque me pedes mas ficas a saber que por mim não o fazia.

Sophie: Obrigada por ires fazer isso.

Bill: Não há nada que eu não faça por ti.

Beijei-o e fomos interrompidos. Alguém estava a bater à porta.
Era o Tom, andava à nossa procura para ver como é que nós estávamos e se precisávamos de alguma coisa.
Era quase hora do jantar e eu e o Bill estávamos cheios de fome.
Foi então que disse ao Tom…


Sophie: Precisamos de um enorme jantar para logo.

Tom: Com que então a menina já fala. E a primeira coisa que me pede é logo o jantar.

Sophie: Tu é que te ofereceste para prestar os teus serviços.

Tom: Pois é verdade… Mas não se habituem.. Isto é uma excepção.
Mas então digam lá o que é que os meninos estavam a pensar querer para o jantar?

Bill: Uma super pizza.
Sophie: Sim uma super pizza era excelente.

Tom: Ok. Pizzas então. Não se fala mais nisso

Tom adorava também pizza por isso a ideia agradou-lhe de imediato. Desceu e encomendou 6 pizzas, uma para cada um. Passados 20 minutos ouvimos o Tom a chamarmos. As pizzas tinham chegado e eles já estavam todos reunidos na sala.

Desci com o Bill agarrado a mim. Ele não me largava um segundo agora, e eu sentia-me bem por o ter por perto.
Os rapazes estavam na risada como já é normal e mal eu e o Bill entramos na sala….

Tom: Chegou o casal. Estávamos a ver que íamos comer tudo sem vocês.

Bill e Sophie: Isso querias tu! (falámos ao mesmo tempo, o que foi motivo para nos rirmos um para o outro)

Tom: Agora até dizem as frases em conjunto.

Sophie: Não sejas totó (disse rindo-me para ele e pegando na minha pizza e do Bill sentei-me no sofá.)

Os rapazes ficaram felizes por eu estar bem e já falar.
Estávamos mesmo todos cheios de fome. Enquanto comíamos os rapazes falavam do jogo novo que andaram a jogar e mandavam piadas. Estávamos todos divertidos ao jantar.
Eu e o Bill divertíamo-nos enquanto roubávamos pizza um ao outro e riamo-nos.
O Tom ligou o sistema de som e de repente decidiu que queria cantar.
O Andreas decidiu então que iria fazer um dueto com o Tom. Eu e o Bill olhámos um para o outro a pensar no que é que iria sair dali e rimo-nos. O Georg e o Gustav também estavam curiosos para ver.
Puseram uma música muito antiga mas em remix a tocar e então começaram a cantar. Foi risada geral. Devíamos ter gravado aquele momento.
A noite foi toda passada assim. O Tom a cantar com o Andreas e depois o Georg e o Gustav juntaram-se a eles.
Os rapazes iam passar a noite toda em casa e a fazerem das suas então eu e o Bill decidimos subir para o quarto.

Bill: Eu vou subir com a Sophie para o quarto meninos. Vejam lá se nos deixam a casa inteira se faz favor Ok

Tom: Às tuas ordens maninho.
Vai lá divertir-te também vai.

Bill olhou para o Tom pois sabia o que ele queria dizer com aquilo e riram-se os dois um para o outro.
Pegou na minha mão e subimos. A meio das escadas agarrou-me e beijou-me e fomos a subir o resto das escadas a fitarmo-nos um ao outro.
Chegamos ao quarto e ainda conseguíamos ouvir os rapazes a rirem-se. Eu e o Bill sentamo-nos no sofá enorme do quarto a ver televisão. Estava a dar CSI àquela hora. Bill deu-me um beijo na face e….


Bill: Vou tomar um duche liebe, fica a ver a série, eu não me demoro.

Sophie: Ok amor. (Bill sorriu porque eu chamei-lhe amor em Português e ele achava graça sempre que eu o fazia.)

Bill acabava de abrir a água do duche, eu podia ouvir a água a cair.
Passados segundos eu continuava a ver a série mas de repente deu intervalo.
Aproveitei e comecei a trocar de roupa. Nesse dia trazia a lingerie que o Bill mais gostava. Um conjunto preto com pedacinhos de renda branca. Vesti só uns shortes com que costumava dormir e fui ao quarto de banho buscar uma mola para poder apanhar o cabelo.
Entrei mas o Bill não reparou. Eu não sabia onde tinha deixado a mola e comecei a procura-la no armário.
Ouvi a porta do duche a abrir-se um bocado mas a água ainda continuava a cair. Olhei para traz e vi o Bill, foi então que fui até a porta do duche onde Bill se encontrava com ela meia aberta.
Estava a perguntar-lhe se ele tinha visto a minha mola quando ele me puxou literalmente para dentro do duche e me beijou.

Sophie: Não acredito que me fizeste isso.

A minha Lingerie ficou de imediato toda molhada.
Bill estava agarrado a mim e a água a cair sobre nós os dois. Ele olhava-me sorrindo

Bill:
De manha disse que te ia compensar e depois aconteceu-te isto liebe.
Tenho muito mais que te compensar por isso.

Eu não podia deixar de sorrir ao senti-lo agarrado a mim e ao ouvi-lo dizer aquilo.


Sophie: Humm e a maneira de tu me compensares é puxares-me para dentro do duche contigo e molhares-me toda??!

Bill: Isso é só uma pequena parte.

Agarrou-me completamente contra ele e beijámo-nos. Sabia tão bem sentir a água a cair sobre nós os dois enquanto nos beijávamos prolongadamente e sentia os nossos corpos juntos.
A nossa respiração começou a ficar novamente acelerada. Podíamo-nos ouvir um ao outro. Os nossos corpos desejavam-se e procuravam-se. Sentia o corpo dele colado ao meu a desejar-me cada vez mais ainda. Bill beijava-me o peito, o pescoço… procurando meus lábios de novo. As mãos dele percorriam todo o meu corpo tirando-me a Lingerie. Os nossos corações batiam a um ritmo descompassado. O meu corpo estava pronto a recebê-lo, não podia esperar mais, mas Bill fazia-me desesperadamente sofrer por querer o corpo dele e ele me fazer esperar mais ainda. Encostada à parede no duche conseguia ver as nossas mãos marcadas no vidro. Bill sabia que eu estava a desesperar para tê-lo em mim, e ele não pode esperar mais também. Beijávamo-nos intensamente e ele entrou dentro do meu corpo. Possuímo-nos de uma forma inexplicável. Bill tomava-me em seus braços entrando em mim cada vez mais profundamente, cada vez de uma forma mais intensa.
Ficamos assim durante algum tempo. Os nossos corpos estavam cansados, mas desejavam-se indefinidamente, então, Bill e eu alcançámos por fim o ponto mais alto do nosso amor, deixando-nos cair agarrados, beijando-nos no chão com a água a cair em nós.
Este tempo fora a forma de provarmos realmente o nosso Amor.


Bill: Amo-te
(Beijei-o)

Sophie: Eu amo-te mais.

Saímos os dois do duche e fomos vestir alguma roupa. Bill só dormia em boxers e eu com uns shortes e um top.

Encontrei a minha mola do cabelo ao lado da cama.


Sophie: (ria-me) Como é que eu não vi que ela estava aqui.

Bill: Eu pedi-lhe que se escondesse para tu ires procura-la à minha beira.

Sophie: Com que então a conspirarem contra mim. Tu e a minha própria mola…

Bill abraçou-me e deitamo-nos finalmente na cama.
Estávamos cansados e precisávamos de uma grande noite de sono.
Relembrei tudo o que aconteceu nesse dia,… pousei a minha cabeça no peito dele e agarrei a mão dele.

Bill: (deu-me um beijo na testa e…) Antes de dormirmos devíamos falar melhor sobre o que aconteceu liebe.

Olhei-o com uma cara de tristeza pois não queria relembrar tudo aquilo. O nosso momento há pouco tinha sido perfeito, eu não queria estragar nada a ter que falar do que aconteceu.


Bill: …liebe…, (com uma mão a passar no meu cabelo e a outra agarrada à minha)

E continuou…


Bill: Disseste que não queres que a processe e eu não gosto da ideia mas eu vou fazer o que me pediste.
Já te contei porquê que ela fez isto mas tu ainda não me disseste nada.
liebe…, Eu preciso de saber o que te vai na cabeça neste momento, preciso de saber se continuas a confiar em mim… Preciso de saber se achas que eu te trai,…

Dei comigo a pensar em tudo o que ele dizia e a verdade é que não sabia por onde começar. Levantei-me e encostei-me à cabeceira da cama. As palavras da Natalie foram como se voltassem a entoar na minha cabeça. Comecei desesperadamente a chorar pois a minha cabeça parecia que ia explodir com tantas perguntas a sufocar-me e com as palavras que a Natalie dissera.
Encontrava-me com as mãos na cabeça entre os joelhos a chorar.
Bill ficou desesperado pois não podia ver-me assim. Pegou-me e abraçou-me contra ele. Eu não conseguia dizer-lhe tudo o que me ia na cabeça.


Sophie: (em lágrimas de desespero total) Eu não sei… não consigo…

Bill: xiiiuu não precisas de dizer nada.
Eu não devia ter-te forçado a falar já.

Bill agarrava-me com toda a força para eu me acalmar. Notei que os seus olhos encheram-se de lágrimas por me ver naquele estado.


Bill: Acalma-te liebe, por favor!
Deixa-me cuidar de ti agora.

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