sábado, 19 de junho de 2010

1º capítulo - Ŧ in Love and in Death Ŧ

7H00, Bill está acordado pois tem uma entrevista com o resto da banda no programa “Aqui e Agora” às 9H00.

Bill: Sophie acorda… Sussurrou ele ao meu ouvido deitado a meu lado na cama e dando-me um beijo na face.
Acorda liebe, não quero que fiques aqui sozinha hoje.


Sophie: (com a voz ensonada) Ainda é tão cedo…
Estou a morrer de sono. (olhei-o e deixei-me ficar assim só a olha-lo. Ele sabia que eu ainda estava magoada com a discussão que tivemos durante a noite.)


Bill: Eu sei que sim liebe e a culpa é minha. (ele fixou o olhar dele no meu, o seu olhar pedia-me desculpas mais mil vezes.)

Sophie: A culpa não é tua liebe… Tu sabes disso.
Eu confio em ti.
(O olhar dele sorria ouvindo com atenção o que eu dizia mas nem por isso deixava de se sentir culpado)

Bill: Já te disse que eu não sei o que faria sem ti?

(Fitei-o e ele pôs-se em cima de mim)


Sophie: humm ora deixa-me pensar bem… humm…

(Ele viu que eu só queria provocá-lo, então agarrou-me por baixo dele com mais força e começou a beijar-me o pescoço, que é o meu ponto fraco e ele sempre soube disso. Os nossos corpos começavam a querer-se e ele era o causador dessa situação.)

Sophie: Temos de parar liebe senão vais chegar atrasado.

Bill: Eu sei, mas és tu,… não me consigo controlar quando estamos assim.

Sophie: (fitei-o sorrindo-lhe) A culpa de estarmos imensamente próximos é tua.
O menino é que veio para cima de mim me provocar.


Bill: (sorrindo) Como se tu te importasses de alguma coisa que eu te faço…

Ele não me deixava responder sufocando-me de beijos, mas com umas escapadelas por fim consegui.

Sophie: deves pensar… que és… muito… importante.

Bill: E sou! E tu gostas!

Sophie: (olhei-o fixamente e de forma séria) Eu não gosto!

(Olhou-me com um olhar decepcionado)
Sophie: Eu não gosto de ti!
Eu amo-te e preciso de ti!
(Beijei-o de forma a que não restassem dúvidas,… ele retribuiu. Os nossos corpos continuavam um sobre o outro e a nossa respiração estava a ficar cada vez mais acelerada. Ambos sabíamos que se continuássemos não iríamos conseguir parar)


Bill: Temos de parar (disse ela lutando para parar)
Já estamos a ficar atrasados (disse sorrindo e beijando-me)
Prometo que te compenso liebe… Mas anda comigo agora e podes ficar no carro a descansar. Vou deixar-te com alguns dos nossos seguranças e assim posso ficar descansado.

Limitei-me a olha-lo. Ele sabia que eu não queria que ele ficasse tão preocupado comigo por eu ficar sozinha e que eu não gostava nada da ideia de andar com seguranças o dia inteiro, mas eu entendia que tinha de ser assim. Era a minha segurança que estava em jogo e ele só queria ficar seguro de que nada me iria acontecer.

Sophie: Já sabes a minha opinião quanto aos seguranças,…mas por ti… TUDO.

Pegou em mim ao colo e fomos os dois nos arranjar, pois já eram 8H15 e o carro já estava à porta à nossa espera.
Seguimos em direcção ao programa. Eu ia com o Bill na parte de traz do carro e a frente iam dois seguranças, um deles era o motorista. Atrás de nós seguiam mais 2 carros onde vinha o resto dos seguranças.
O Tom, o Georg e o Gustav já se encontravam no programa.
Chegamos à porta do programa eram 8H45. O manager deles, David, estava lá também e certificava-se que tudo estava pronto.

Os 3 rapazes já estavam dentro das instalações do programa esperando pelo Bill.
David viu-nos então chegar e veio avisar o Bill que estava tudo pronto para entrarem às 9H00 em ponto, e para ele se despachar porque a Natalie estava à espera para o maquilhar.

Bill: Vou ter que ir.

Sophie: Eu sei.

Bill: Vou ter saudades tuas.

Sophie: Humm vou ver essas saudades quando voltares vou.

Deu-me um beijo de despedida e deixou-me no carro a descansar. Para além de ter 2 seguranças comigo dentro do carro, 4 dos que vinham atrás de nós vieram para a volta do carro onde eu me encontrava, certificarem-se que ninguém chegaria perto como ordenou o Bill. O resto dos seguranças seguiram para dentro do estúdio do programa com o Bill.
O carro onde eu estava tinha uma janela a meio como nas limusinas que podes fechar para não veres o motorista e então pedi que a fechassem pois assim eu iria tentar dormir um bocadinho.
Antes de a fecharem perguntaram-me se eu precisava de mais alguma coisa e se desejava que ligassem a TV (sim, até TV o carro tinha) ao qual eu respondi que sim, podiam deixa-la ligada e assim eu até poderia ver a entrevista dos rapazes.
Estava tão cansada mas o programa entretanto começou e deixei-me ficar a assistir.
O programa começou e já se podia ver os rapazes, o apresentador acabava de os apresentar.
Risada atrás de risada, pergunta atrás de pergunta foi respondia, até que….


Apresentador: Sabemos que tens uma namorada. Ela não tem ciúmes das tuas fãs?

Bill: Ela sabe que isto é a minha vida e está comigo nela a 100%. Eu tento compensá-la cada segundo que estou com ela.

Apresentador: Embora já tenhas namorada há uns meses ouviu-se rumores que saíste com a tua maquilhadora, a Natalie. O que é que tens a dizer sobre isto?

Eu sabia que haviam rumores sobre ele e a Natalie, mas ele sempre me disse que não se passara nada, e eu acreditei nele na altura.


Bill: Simplesmente que esses rumores não fazem qualquer sentido pois nunca aconteceu nada entre mim e a Natalie. Ela é somente minha maquilhadora.

O entrevistador continuou com as perguntas, mas desta vez voltou à banda.

De repente ouviu-se berros vindos não sei de onde, parecia que alguém estava a discutir com os seguranças à volta do carro. Pedi aos dois seguranças que estavam comigo no carro para me deixarem sair e ver o que se passava pois reparei que era a Natalie. Estava furiosa, completamente fora de si e um dos seguranças agarrava-a não sei porquê. Sai do carro…


Sophie: O que é que se passa?, Porquê que estás aqui aos berros?
Disse ao segurança para a largar pois pensava que não havia motivos para a estar a agarrar mas ele não me deu ouvidos.

A Natalie só gritava e eu nem conseguia perceber o que se estava a passar até que percebi que o que dizia era que a culpa disto era minha.

Natalie: A culpa disto é toda tua miúda. O Bill só não está comigo porque tem pena de te deixar e que possas fazer algum escândalo. Na mesma noite em que saiu contigo o Bill esteve comigo.
Tu… Tu estragaste tudo… és a culpada de tudo
(o segurança tinha de fazer força para a agarrar pois ela queria vir na minha direcção)

Eu não podia crer no que os meus ouvidos ouviram. A Natalie repetia as frases vezes sem conta e cada vez mais elas entoavam dentro da minha cabeça. Lágrimas soltaram-se de repente sem pararem. Uma sensação de que o Mundo caiu, de um vazio profundo e de nervos apoderou-se do meu corpo. Não conseguia ter qualquer reacção que fosse, o meu corpo tremia de tristeza, de desilusão, não conseguia proferir uma palavra que fosse. Encontrava-me encostada ao carro como que petrificada a olhar para a Natalie dizer aquilo tudo.
Natalie mordeu de tal maneira a mão ao segurança que se soltou e conseguiu chegar até mim tendo só tempo de me dar um estalo, pois desta vez os 4 seguranças agarraram-na e tiraram-na de perto de mim.


Senti que ela me tinha magoado pois reparei que tinha sangue a escorrer no canto do lábio e na face. Natalie trazia um anel estranho todo trabalhado e arranhou-me a face até aos lábios.
Bill não sabia o que se estava a passar mas não sei como, alguém o avisou. Foi então que ele apareceu a correr à porta do estúdio. Bill apercebeu-se rapidamente de tudo o que havia acontecido ali e veio a correr na minha direcção que me encontrava a sangrar com a mão na cara. Bill pegou-me de imediato ao colo e colocou-me dentro do carro. Lembro-me de ele dizer o meu nome e falar para mim mas eu não lhe conseguia responder a nada! Era como se o meu corpo estivesse ali mas a minha alma a fazer uma grande viagem.


Bill: A culpa disto acontecer é toda minha…
O que é que te foi acontecer Sophie…
O que é que aquela maluca te fez?!!!

Bill viu que a minha face ainda sangrava. Deitou-me nos seus braços e com um lenço que eu trazia ao pescoço fez pressão para o sangue estancar.
Mandou de imediato os seguranças levarem-nos para casa.
Foi como se estivesse num filme de perseguição. Em 15 minutos chegamos a casa (em vez da suposta meia hora)
Bill falou comigo durante o caminho todo, mas eu nada respondia. Apenas dava gemidos por vezes porque o meu lábio ardia tanto e a minha face toda arranhada.

(Sei que o olhar dele começava a encher-se de lágrimas e que ele me pedia perdão)

Bill pegou-me ao colo e levou-me para dentro de casa mal o carro parou. Pousou-me no sofá e quando se dirigia a ir buscar a caixa de primeiros socorros ouviu-se um carro a toda a velocidade derrapar lá fora.
Era o Tom. Entrou a toda a pressa em casa dirigindo-se ao sofá mal me viu.
Reparou no meu estado e ficou em estado de nervos, ficou fora de si.


Tom: Como é que foi possível isto acontecer?!! Como?!!

Tom olhava para mim e tocou-me no rosto para ver como estava a ferida.
Ele queria ir imediatamente tirar satisfações com a Natalie e Bill que acabava de chegar à sala com a caixa de primeiros socorros ao ouvir isso disse-lhe que ele não iria fazer nada, que quem vai resolver isto tudo é ele. O Tom entendeu a decisão do irmão e respeitou-a. Foi lá fora falar com os seguranças que lá se encontravam e mandou chamar o resto dos seguranças todos. Tom esclarecia tudo com a segurança, certificava-se que isto nunca mais iria acontecer e reforçou a segurança à nossa volta.
Enquanto isso Bill tratava do meu arranhão.
Estava feio, mas iria desaparecer, garantiu ele.
Em cada toque dele olhávamo-nos. Nos nossos olhos ainda se podiam ver lágrimas. Bill estava a sofrer por mim.
Sentou-se no sofá e deitou-me pondo a minha cabeça no seu peito, deixando-se estar abraçado a mim. Agarrei-me a ele com força. Só queria senti-lo, só queria que ele não me solta-se. Com ele sim sentia-me protegida. Bill deixou cair duas lágrimas as quais eu senti e então isso fez com que eu chorasse agarrada a ele.

Bill: Vai ficar tudo bem liebe. Prometo-te que vai ficar tudo bem.
Tudo o que a Natalie quer é separarmos pois eu nunca lhe dei o que ela queria. É verdade que ela me beijou sem eu contar nessa noite mas eu afastei-a de imediato e esclareci tudo no momento.
Tu sempre foste a única rapariga que eu queria na minha vida. Ela sempre soube disso.
Ela vai ter o que merece!

Ia falar pela primeira vez depois de tudo o que se sucedeu mas o Bill não me deixou. Disse que eu não podia falar para o lábio não começar a sangrar de novo.
Olhei-o e ele conseguiu entender o que eu lhe pretendia dizer.

Bill: Agora tens mesmo de descansar liebe.
Eu vou ficar aqui ao pé de ti não te preocupes. Não vou sair da tua beira nunca mais.


E assim ficamos durante uma parte da tarde.
Bill e eu adormecemos no sofá.
Depois de o Tom ter redobrado a segurança, o Georg, o Gustav e o Andreas apareceram lá em casa a saber notícias pois estavam preocupados. Não conseguiam entender como é que a Natalie teve uma reacção destas. Os rapazes entraram em casa e viram-nos no sofá. Fizeram o mínimo de barulho para não nos acordar. Foram todos para a sala ao lado e estiveram a falar sobre
o sucedido. Por fim foram fazer uma sessão de jogos na Playstation para passar o tempo.

Já passavam das 6H30 quando o Bill despertou. Olhou para mim que ainda continuava a dormir em seus braços e acariciou-me o rosto. A sua carícia e os rapazes que se ouviam agora por estarem a jogar fizeram com que eu despertasse.
O que se havia passado veio-me logo à cabeça. Olhei para o Bill e levantei-me. Arranjei o cabelo e sentei-me no sofá com as pernas à chinês.

Toquei no lábio e soltei um gemido. Ainda me doía!


Bill: Ainda vai demorar um tempo até ficar bom.

Olhei para ele mas continuei sem dizer seja o que fosse.
Bill aproximou-se de mim e agarrou a minha mão. Ele estava com ar de sofrimento por mim ainda. Deixei que ele se deita-se em mim e fiquei a acaricia-lo.

Tom apareceu à porta da sala.


Tom: Aleluia que vossas excelências acordaram. E já trocaram de posição e tudo. Muito bem.
Tom dizia isto para ver se nos alegrava. Ele é a pessoa ideal para fazê-lo com as suas gracinhas.

Bill: Não digas disparates.

O resto dos rapazes, o Andreas, o Georg e o Gustav apareceram na sala também.
Sentaram-se nos sofás ao lado enquanto o Tom foi fazer um lanche porque estava cheio de fome como o costume.


Georg: (para mim) Como é que tu estás? Essa ferida já está com melhor aspecto.

Bill antecipou-se a mim


Bill: Ela está melhor. Mas eu não quero que ela fale já para não correr o risco de a ferida começar a sangrar outra vez. Ainda lhe dói um pouco.

Olhei para o Bill enquanto ele respondia ao Georg. O olhar dele estava terno neste momento.

Gustav: Daqui a uns tempos não se nota quase nada Sophie.

Dei-lhe um pequeno sorriso para não esforçar muito o lábio ainda. O Andreas também falou para mim de seguida.


Andreas: Com um enfermeiro como o Bill ficarás boa depressa tenho a certeza.

Com o que o David disse não pude deixar de querer rir um bocadinho. O Bill olhava para mim e segurava a minha mão brincando com ela.


Bill: Eu vou cuidar dela.
(Olhou de novo para mim e foi como se me beijasse com o seu olhar)

O Tom voltou a sala com uma bandeja cheia de comida.
- Redbull, Coca-Cola, tostas, bolachas e waffles.

Georg: Estás mesmo com fome.

Tom: Por acaso estou mas isto não é tudo para mim. Fiz o lanche para toda a gente, mas a primeira a comer é a minha linda cunhadinha.

Tom ofereceu-me as minhas bolachas preferidas mas eu recusei.


Tom: Não tens fome?

Abanei a cabeça a dizer que não. Não tinha muita fome e além do mais não devia comer ainda já já.


Tom: E eu que fiz isto tudo só para ti cunhadinha.

O Tom era um querido. Faz de tudo para nos fazer sorrir.
Bill pegou no pacote e pousou na mesinha.

Bill: Ela mais logo come qualquer coisa.

Ele também não quis comer nada.

Os rapazes começaram a lanchar mas foram para a outra sala para continuarem o jogo e nos deixarem à vontade.

Eu e o Bill conseguíamos ouvi-los todos na gritaria por causa do jogo. Vê-se logo que são rapazes.

Bill levantou-se do meu colo e encostou-se a mim. Colocou a sua mão no meu pescoço e deu-me um beijo no canto da boca que não estava ferido. Dê-mos os dois um suspiro profundo.

Encostámo-nos os dois para trás no sofá e ficámos assim durante uns segundos.
Bill colocava uma mão na minha cintura e com a outra brincava com a minha mão. O seu olhar ainda guardava algum sofrimento para comigo mas a sua ternura era enorme.
Tenho a certeza que ele estaria a tentar perceber em quê que eu estava pensando naquele momento.
Eu olhei para ele e fiz-lhe um leve sorriso.
Decidi então puxá-lo para mim. Estávamos frente a frente um do outro, conseguia sentir a sua respiração. Pousei a minha mão no coração dele e senti o seu coração batendo mais e cada vez mais. Ele colocou a sua mão na minha cara acariciando-me e afastando uma mexa de cabelo que estava à beira da ferida. Os nossos corpos aproximavam-se mutuamente, eles pediam-se um ao outro.
Foi então que o beijei. Bill movia as suas mãos em volta do meu pescoço e da minha cintura. Beijávamo-nos intensamente, de uma forma mais apaixonada que nunca.

(Eu tinha a certeza que ele nunca me mentiu, nunca me deu motivos para desconfiar dele. Confiava nele a 100%. A única razão da minha mágoa era a Natalie dizer que eu era a culpada de tudo e me fazer pensar que o Bill a queria a ela e me mentiu.
De uma coisa eu tinha a certeza. Eu e o Bill estávamos irremediavelmente e incondicionalmente apaixonados.)

Enquanto nos beijávamos sentia o meu lábio a arder um pouco ainda, e sem querer soltei outro gemido. Bill parou logo e olhou com atenção para a ferida. Sorriso de uma forma que só ele consegue.


Bill: Tenho de voltar a cuidar-te disso liebe.

Pegou na minha mão e levantámo-nos do sofá.
Passamos pela porta da sala onde estavam os rapazes mas eles não repararam.
Bill dirigia-se comigo ao quarto para tratar da ferida outra vez.
Sentei-me encostada na cama enquanto ele pegava na caixa de primeiros socorros outra vez que estava lá pousada ao lado.
Eu seguia cada passo que ele dava, cada gesto.
Sorria-lhe com o olhar. Bill sentou-se ao meu lado e colocou-me um líquido no lábio que fez com que ardesse ainda mais.

Dei um pequeno grito e ele riu-se e pediu-me desculpas. Pôs-se a soprar para que deixasse de arder e acabou por me dar um pequeno beijo.

Finalmente depois de tanto tempo falei. Comecei a brincar com ele pelo beijo que me deu.

Sophie: Todos os médicos beijam as suas pacientes?

Bill: Supostamente não. Mas eu sou só o teu médico e tu és exclusiva.
Deixa-me só acabar de tratar da tua ferida liebe.

Aquele líquido ardia mesmo, mas o Bill tinha todo o cuidado para não me magoar.


Bill: Pronto já está. Mas tens de ter cuidado para não te magoares agora liebe.

Sorri-lhe e brinquei com o que ele disse

Sophie: Bem… tenho um médico só meu por isso…
Mas eu vou ter cuidado. Aliás espero que isto desapareça rápido.

Bill: Daqui a uns dias não se nota liebe.

Bill arrumou a caixa de primeiros socorros e sentou-se novamente à minha beira.


Bill: Temos de falar sobre o que se passou.

A minha cara ficou séria e triste por me lembrar do ocorrido. Bill percebeu que eu não queria falar no assunto e então só me disse…

Bill: Quero que saibas que a Natalie já foi despedida.
E que vai ser processada por te ter agredido.

Sophie: Não precisavas de fazer isso tudo.
Não quero que a processes.

Bill não compreendia o porquê de eu dizer aquilo. Mas apesar de tudo o que ela me disse e fez eu não queria o mal dela. Ela gostava do Bill e não tinha culpa por isso. Quanto ao ser despedida, não disse que não. Expliquei-lhe as minhas razões e ele disse que ia fazer-me a vontade embora ele quisesse mesmo processá-la.


Bill: Vou retirar a queixa porque me pedes mas ficas a saber que por mim não o fazia.

Sophie: Obrigada por ires fazer isso.

Bill: Não há nada que eu não faça por ti.

Beijei-o e fomos interrompidos. Alguém estava a bater à porta.
Era o Tom, andava à nossa procura para ver como é que nós estávamos e se precisávamos de alguma coisa.
Era quase hora do jantar e eu e o Bill estávamos cheios de fome.
Foi então que disse ao Tom…


Sophie: Precisamos de um enorme jantar para logo.

Tom: Com que então a menina já fala. E a primeira coisa que me pede é logo o jantar.

Sophie: Tu é que te ofereceste para prestar os teus serviços.

Tom: Pois é verdade… Mas não se habituem.. Isto é uma excepção.
Mas então digam lá o que é que os meninos estavam a pensar querer para o jantar?

Bill: Uma super pizza.
Sophie: Sim uma super pizza era excelente.

Tom: Ok. Pizzas então. Não se fala mais nisso

Tom adorava também pizza por isso a ideia agradou-lhe de imediato. Desceu e encomendou 6 pizzas, uma para cada um. Passados 20 minutos ouvimos o Tom a chamarmos. As pizzas tinham chegado e eles já estavam todos reunidos na sala.

Desci com o Bill agarrado a mim. Ele não me largava um segundo agora, e eu sentia-me bem por o ter por perto.
Os rapazes estavam na risada como já é normal e mal eu e o Bill entramos na sala….

Tom: Chegou o casal. Estávamos a ver que íamos comer tudo sem vocês.

Bill e Sophie: Isso querias tu! (falámos ao mesmo tempo, o que foi motivo para nos rirmos um para o outro)

Tom: Agora até dizem as frases em conjunto.

Sophie: Não sejas totó (disse rindo-me para ele e pegando na minha pizza e do Bill sentei-me no sofá.)

Os rapazes ficaram felizes por eu estar bem e já falar.
Estávamos mesmo todos cheios de fome. Enquanto comíamos os rapazes falavam do jogo novo que andaram a jogar e mandavam piadas. Estávamos todos divertidos ao jantar.
Eu e o Bill divertíamo-nos enquanto roubávamos pizza um ao outro e riamo-nos.
O Tom ligou o sistema de som e de repente decidiu que queria cantar.
O Andreas decidiu então que iria fazer um dueto com o Tom. Eu e o Bill olhámos um para o outro a pensar no que é que iria sair dali e rimo-nos. O Georg e o Gustav também estavam curiosos para ver.
Puseram uma música muito antiga mas em remix a tocar e então começaram a cantar. Foi risada geral. Devíamos ter gravado aquele momento.
A noite foi toda passada assim. O Tom a cantar com o Andreas e depois o Georg e o Gustav juntaram-se a eles.
Os rapazes iam passar a noite toda em casa e a fazerem das suas então eu e o Bill decidimos subir para o quarto.

Bill: Eu vou subir com a Sophie para o quarto meninos. Vejam lá se nos deixam a casa inteira se faz favor Ok

Tom: Às tuas ordens maninho.
Vai lá divertir-te também vai.

Bill olhou para o Tom pois sabia o que ele queria dizer com aquilo e riram-se os dois um para o outro.
Pegou na minha mão e subimos. A meio das escadas agarrou-me e beijou-me e fomos a subir o resto das escadas a fitarmo-nos um ao outro.
Chegamos ao quarto e ainda conseguíamos ouvir os rapazes a rirem-se. Eu e o Bill sentamo-nos no sofá enorme do quarto a ver televisão. Estava a dar CSI àquela hora. Bill deu-me um beijo na face e….


Bill: Vou tomar um duche liebe, fica a ver a série, eu não me demoro.

Sophie: Ok amor. (Bill sorriu porque eu chamei-lhe amor em Português e ele achava graça sempre que eu o fazia.)

Bill acabava de abrir a água do duche, eu podia ouvir a água a cair.
Passados segundos eu continuava a ver a série mas de repente deu intervalo.
Aproveitei e comecei a trocar de roupa. Nesse dia trazia a lingerie que o Bill mais gostava. Um conjunto preto com pedacinhos de renda branca. Vesti só uns shortes com que costumava dormir e fui ao quarto de banho buscar uma mola para poder apanhar o cabelo.
Entrei mas o Bill não reparou. Eu não sabia onde tinha deixado a mola e comecei a procura-la no armário.
Ouvi a porta do duche a abrir-se um bocado mas a água ainda continuava a cair. Olhei para traz e vi o Bill, foi então que fui até a porta do duche onde Bill se encontrava com ela meia aberta.
Estava a perguntar-lhe se ele tinha visto a minha mola quando ele me puxou literalmente para dentro do duche e me beijou.

Sophie: Não acredito que me fizeste isso.

A minha Lingerie ficou de imediato toda molhada.
Bill estava agarrado a mim e a água a cair sobre nós os dois. Ele olhava-me sorrindo

Bill:
De manha disse que te ia compensar e depois aconteceu-te isto liebe.
Tenho muito mais que te compensar por isso.

Eu não podia deixar de sorrir ao senti-lo agarrado a mim e ao ouvi-lo dizer aquilo.


Sophie: Humm e a maneira de tu me compensares é puxares-me para dentro do duche contigo e molhares-me toda??!

Bill: Isso é só uma pequena parte.

Agarrou-me completamente contra ele e beijámo-nos. Sabia tão bem sentir a água a cair sobre nós os dois enquanto nos beijávamos prolongadamente e sentia os nossos corpos juntos.
A nossa respiração começou a ficar novamente acelerada. Podíamo-nos ouvir um ao outro. Os nossos corpos desejavam-se e procuravam-se. Sentia o corpo dele colado ao meu a desejar-me cada vez mais ainda. Bill beijava-me o peito, o pescoço… procurando meus lábios de novo. As mãos dele percorriam todo o meu corpo tirando-me a Lingerie. Os nossos corações batiam a um ritmo descompassado. O meu corpo estava pronto a recebê-lo, não podia esperar mais, mas Bill fazia-me desesperadamente sofrer por querer o corpo dele e ele me fazer esperar mais ainda. Encostada à parede no duche conseguia ver as nossas mãos marcadas no vidro. Bill sabia que eu estava a desesperar para tê-lo em mim, e ele não pode esperar mais também. Beijávamo-nos intensamente e ele entrou dentro do meu corpo. Possuímo-nos de uma forma inexplicável. Bill tomava-me em seus braços entrando em mim cada vez mais profundamente, cada vez de uma forma mais intensa.
Ficamos assim durante algum tempo. Os nossos corpos estavam cansados, mas desejavam-se indefinidamente, então, Bill e eu alcançámos por fim o ponto mais alto do nosso amor, deixando-nos cair agarrados, beijando-nos no chão com a água a cair em nós.
Este tempo fora a forma de provarmos realmente o nosso Amor.


Bill: Amo-te
(Beijei-o)

Sophie: Eu amo-te mais.

Saímos os dois do duche e fomos vestir alguma roupa. Bill só dormia em boxers e eu com uns shortes e um top.

Encontrei a minha mola do cabelo ao lado da cama.


Sophie: (ria-me) Como é que eu não vi que ela estava aqui.

Bill: Eu pedi-lhe que se escondesse para tu ires procura-la à minha beira.

Sophie: Com que então a conspirarem contra mim. Tu e a minha própria mola…

Bill abraçou-me e deitamo-nos finalmente na cama.
Estávamos cansados e precisávamos de uma grande noite de sono.
Relembrei tudo o que aconteceu nesse dia,… pousei a minha cabeça no peito dele e agarrei a mão dele.

Bill: (deu-me um beijo na testa e…) Antes de dormirmos devíamos falar melhor sobre o que aconteceu liebe.

Olhei-o com uma cara de tristeza pois não queria relembrar tudo aquilo. O nosso momento há pouco tinha sido perfeito, eu não queria estragar nada a ter que falar do que aconteceu.


Bill: …liebe…, (com uma mão a passar no meu cabelo e a outra agarrada à minha)

E continuou…


Bill: Disseste que não queres que a processe e eu não gosto da ideia mas eu vou fazer o que me pediste.
Já te contei porquê que ela fez isto mas tu ainda não me disseste nada.
liebe…, Eu preciso de saber o que te vai na cabeça neste momento, preciso de saber se continuas a confiar em mim… Preciso de saber se achas que eu te trai,…

Dei comigo a pensar em tudo o que ele dizia e a verdade é que não sabia por onde começar. Levantei-me e encostei-me à cabeceira da cama. As palavras da Natalie foram como se voltassem a entoar na minha cabeça. Comecei desesperadamente a chorar pois a minha cabeça parecia que ia explodir com tantas perguntas a sufocar-me e com as palavras que a Natalie dissera.
Encontrava-me com as mãos na cabeça entre os joelhos a chorar.
Bill ficou desesperado pois não podia ver-me assim. Pegou-me e abraçou-me contra ele. Eu não conseguia dizer-lhe tudo o que me ia na cabeça.


Sophie: (em lágrimas de desespero total) Eu não sei… não consigo…

Bill: xiiiuu não precisas de dizer nada.
Eu não devia ter-te forçado a falar já.

Bill agarrava-me com toda a força para eu me acalmar. Notei que os seus olhos encheram-se de lágrimas por me ver naquele estado.


Bill: Acalma-te liebe, por favor!
Deixa-me cuidar de ti agora.

*** ო ***

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